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David Yonggi Cho é condenado por desvio de dinheiro

Fundador da maior igreja do mundo e seu filho devem cumprir 3 anos de cadeia

por Jarbas Aragão


O pastor David Yonggi Cho, 78, fundador da Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, foi condenado a três anos de prisão na Coreia do Sul.

Maior congregação pentecostal do mundo, ligada a Assembleia de Deus, a igreja coreana já ultrapassa 1 milhão de membros. Desde o ano passado, o pastor emérito vem enfrentando acusações de um suposto esquema financeiro juntamente com seu filho.

Semana passada, o pastor foi condenado por um tribunal de Seul a três anos de cadeia. Ele comprovadamente fazia parte de um esquema em que ele usou dinheiro da igreja para comprar ações de seu filho, Cho Hee-jun. O valor pago era mais de três vezes o preço de mercado, totalizando um desvio de mais de 12 milhões de dólares [R$ 28 mi] em fundos da igreja. Hee-jun, 49, também foi condenado a três anos de prisão.

O Tribunal Distrital Central de Seul, que emitiu a sentença, ordenou que Cho devolvesse a quantia de 4,7 milhões de dólares. Hee-jun foi preso imediatamente, enquanto o pastor conseguiu ter sua pena suspensa por cinco anos por causa da idade.

Os administradores da igreja advertiram o pastor David Cho contra a aquisição das ações a um preço inflacionado, mas o pastor disse que precisava “ajudar o filho”. Ao mesmo tempo, Cho também foi condenado pela evasão de 3,2 milhões de dólares em impostos, noticiou o Christianity Today.

Desde 2006 que a igreja de Yoido havia eleito Lee Young-hoon para substituir Cho como pastor. Ele mantinha apenas o título de pastor emérito, mas tinha muita influência. Ainda restam a ser julgadas outras acusações e desvio de fundos contra o pastor Cho, após denúncias de líderes da igreja. Desde 2011 seu nome está envolvido em investigação de desvio de dinheiro. Estariam envolvidos no esquema mais de 30 líderes, todos afastados. Um deles, Ha Sang-ok veio a público ano passado pedir perdão e contou que desde 1999 participava das fraudes com Cho e reconheceu que esse comportamento “não é cristão”.