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5 / março / 2010 - 11:07
Justiça determina bloqueio de bens do casal Garotinho
A juíza Mirella Letízia Guimarães Vizzini, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio, deferiu liminar...
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A juíza Mirella Letízia Guimarães Vizzini, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio, deferiu liminar determinando o bloqueio dos bens de 88 acusados de desvio de verbas, entre eles o casal Rosinha e Anthony Garotinho, denunciados por improbidade administrativa pelo Ministério Público estadual. Estão bloqueados também os valores pertencentes aos acusados depositados em instituições financeiras.
A Justiça determinou ainda a quebra de sigilo bancário de oito réus: Metodata Tecnologia, Moonlight Informática, Magister Sistema e Projetos, Editora Gráfica Imperial, PSC consultoria, Toys e Games, Ariovaldo da Hora Filho, Walter de Oliveira Gatto. Diferentemente do publicado anteriormente, não foi determinada a quebra do sigilo bancário do casal Garotinho.
Os acusados foram investigados por desvio de recursos através de um esquema fraudulento envolvendo ONGs contratadas pela Fundação Escola do Serviço Público (FESP) e empresas fantasmas.
Fonte: O Globo / Gospel Prime












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CRIANÇAS E SUAS TRAQUINAGENS
“Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” – I Timóteo 6:9.
Todos nós sabemos que as crianças gostam de travessuras e de fazer as coisas erradas, daí entendermos porque o “Antony” e a “Rosinha”, apelidos bem sugestivos para os crentinos, Anthony William Matheus de Oliveira, Rosângela Garotinho Barros Assed Matheus de Oliveira cometerem fraudes em valores de tão pouca expressão, R$ 410 milhões. É provável que pela pouca idade eles não soubessem o que estavam fazendo, afinal crianças são crianças… Eu fico me perguntando como fica o Pastor da igreja destas crianças ao ter que explicar do púlpito as molecagens de seus lindos garotos, como explicar que foi apenas uma brincadeira e que o dinheiro foi usado para comparem balas, pirulitos e picolés? Em Brasília os irmãozinhos compraram panetone!!!
Na minha ignorância eu me pergunto: Porque os crentinos mundernos precisam usar de apelidos para militarem no meio político? Será que não gostaram dos nomes escolhidos por seus genitores? Será que o nome escolhido não foi abençoado por Deus? Percebo que os nossos políticos, evangélicos em especial, fizeram uma aliança e construíram uma sociedade com o famoso personagem Judas Iscariotes. Irmãozinhos espertos, juram de pé junto que não são corruptos e que não fraudam ninguém, tudo não passa de meras doações de aliados políticos. Eles optaram por investirem no ABN – Banco Real do que aplicarem os seus recursos no Banco Celestial. É que no primeiro aceita-se propina como depósito, já no segundo só se deposita coisas legais…
Gostaria de fazer uma pergunta intrigante: Qual a diferença dos políticos “TRADICIONAIS” para os políticos “EVANGÉLICOS”? Ora, até onde consigo enxergar, nenhuma! Os políticos “EVANGÉLICOS” são tão ou mais corruptos que os demais. Segundo a teoria de política geral, eles, políticos evangélicos ou não, deveriam ser os representantes do povo, mas o que se sabe é que as suas metas são bem diferentes. A bancada dita “EVANGÉLICA” na Câmara dos Deputados apenas defendem interesses próprios e de suas denominações, ou seja, apenas querem ficar mais ricos. Muitos gabinetes estão repletos de irmãos de fé, num nepotismo religioso imoral e sem vergonha, tudo na base da troca. Afinal, é dando que se recebe, dizem os políticos evangélicos.
Nossos nobres deputados evangélicos foram vencidos pela corrupção, pela cobiça, pela luxuria e pela vida fácil que um alto salário pode proporcionar. As principais Emprejas S/A que controlam a mídia como a IURD e sua Rede Record, a Igreja Internacional da Graça com sua RIT TV e a Igreja Mundial do Poder de DEUS, que fica 22 horas no ar com sua programação irritante e grosseira, nem se quer falam algo sobre as maracutaias dos evangélicos. O motivo é simples, nenhuma dessas Emprejas S/A poderosas está disposta a perder suas barganhas políticas e a concessão de transmissão da sua grade de programação, que em nada se difere da mídia globalista, pois elas apresentam as mesmas notícias fabricadas e tendenciosas. Pior, pregam um evangelho conivente e não convincente.
Mais, um ano eleitoral e a velha dúvida volta a rondar a cabeça do povo de Deus: A Igreja deve se envolver com política? Há pessoas que argumentam que o meio político é tão corrompido que não conseguem ver como alguém pode ser cristão e político ao mesmo tempo. Porém, isso é confundir política com politicagem. Política é a arte de governar e tem por filosofia a conduta ideal do Estado. Politicagem, são as artimanhas mesquinhas e inescrupulosas de quem detêm algum poder político para se favorecer ou ao seu partido, sempre resultando em prejuízo para o povo.
A Igreja deve se envolver com política, mas não com politicagem. Não existe área da sociedade humana em que o Evangelho não possa ser vivido, se assim não acontece não é culpa do Evangelho, mas do cristão, que em determinado meio não correspondeu à altura da mensagem cristã. Jesus diz que somos sal da terra e luz do mundo, portanto, devemos como Igreja, alcançar todas as áreas da sociedade, inclusive a Política sem, no entanto, nos associarmos a uma agremiação, seja de esquerda ou de direita. Entendo que a política, quando praticada sob princípios cristãos, pode ser uma benção e não uma praga para nossa nação. Para isto, basta que saibamos votar, mas acima de tudo, que saibamos cobrar dos que elegemos, os resultados de seus mandatos.
O povo brasileiro automaticamente desconfia de todos os políticos, se o tal é evangélico a coisa fica ainda mais séria, prevalece a inversão do princípio jurídico de que “todo homem é inocente até que se prove o contrário”, concluindo que todo político é corrupto até que se prove o contrário.
Como foi dito acima, temos que ser SAL e LUZ, não do MUNDO GOSPEL, mas do MUNDO PERDIDO. É hora da Igreja se levantar e influenciar a política, não se aliando a ela, mas mostrando, com ações e atitudes, que sabemos fazer a diferença seja onde for. O fato de haver muitos corruptos na política não deve intimidar a Igreja, pelo contrário, deve estimulá-la a desafiar a corrupção denunciando qualquer sinal de exploração do cargo publico exercido por quem quer que seja.
Hoje temos um privilégio que os cristãos da época Novo Testamento não tiveram, na época deles, como eles podiam influenciar o Governo? Praticamente só orando. Não havia democracia, e sim a MONARQUIA IMPERIAL ROMANA. Hoje, além de orarmos, o que é fundamental, podemos criticar e cobrar de nossos governantes, podemos denunciar e até movermos processos contra os corruptos. Podemos impedir que sejam aprovados projetos iníquos contra a sociedade, podemos levantar a voz a favor do povo, podemos abrir mais portas para a assistência social. E a separação entre a Igreja e o Estado? O Estado deve ser separado da igreja, no sentido de não ter uma religião oficial e proibir outras, mas isso não impede que Estado e Igreja sejam parceiros, desde que seja com transparência e honestidade, observando os princípios legais.
Se você é cristão e não gosta de política, não tem problema, com certeza você gosta da expansão do Reino de Deus, e é por isso que política passa a ser um assunto que te diz respeito e, do qual você, como cristão, não pode se omitir. A Igreja precisa executar um que busque moralizar a política, para isto, o primeiro passo é não admitir que seus membros se filiem a qualquer partido político. Podemos influenciar na política, mas para isto não precisamos nos lambuzar no lamaçal e nos porões da podridão da vida publica. Como crentes, devemos estar comprometidos com Deus e não com partidos políticos. É um desafio e tanto, mas a Bíblia diz que: “Em Deus faremos proezas, porque Ele é que pisará os nossos inimigos” – Salmo 60.12. O grande problema é acreditar nessa afirmativa.
Hoje, há um leilão frenético e quem pagar mais vai levar o apoio de alguns figurões da igreja brasileira, o que certamente custará milhões de dólares devidamente pagos no oculto e no escondido, tudo com dinheiro sujo que vão diretamente para os bolsos destes homens para financiar programas de rádio, de televisão e projetos pessoais, quando não, para enriquecimento mesmo.
Pena que seja assim, e dá saudades dos tempos em que os verdadeiros homens de Deus entravam no ministério para pregar a Palavra e terminavam as suas vidas mais pobres do que haviam entrado. Hoje, muitos destes velhacos querem ser ministros evangélicos e ter influência para poder conseguir mais dinheiro dos seus corruptores às custas de gente simples que vai incitada a votar nos candidatos que devidamente pagarem aos seus líderes. Pregam abertamente que “irmão vota em irmão” e ponto final.
Será que não está na hora de a igreja brasileira ser passada a limpo e vermos quem é quem de verdade? Será que não é o momento de darmos um basta nesta imoralidade que se instalou no meio cristão?
Carlos Roberto Martins de Souza
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