sociedade
Magno Malta anuncia debates sobre projeto que criminaliza a homofobia
A intenção é fazer uma audiência pública para ouvir todos os representantes da sociedade
Em seu discurso no Plenário, nesta terça-feira, 24, o senador Magno Malta (PR-ES) informou que Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) vai realizar audiências públicas para discutir o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06, da ex-deputada Iara Bernardi, que criminaliza a homofobia.
O senador disse que é preciso “discutir tudo, saber o que o país pensa”. Ele propôs que sejam convocados para a audiência pública representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Confederação Islâmica, além de “budistas, bombeiros, anônimos, artistas, evangélicos e católicos”.
Seu discurso ele ressaltou que está em discussão não um credo religioso, mas o interesse das famílias. “Não podemos engolir uma história de uma meia dúzia barulhenta que decide as coisas e acha que vai suplantar a família brasileira nos seus interesses.”
O representante capixaba disse que no dia 1º de junho será realizada uma grande marcha em Brasília, com pessoas de toda parte do Brasil, “para dizer que a família brasileira não está dormindo diante de uma minoria barulhenta”.
Magno Malta também relatou que por várias vezes tentou marcar reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que não mostrou interesse em atender o senador. “O ministro não respeita parlamentar, não respeita a base do governo, não atende líder de governo, não retorna telefonema”. Para ele, o ministro se comportou como fosse um dos “deuses do Olímpio,” disse o senador cristão.
Agora Magno Malta pediu a ajuda do líder do governo no Senado Federal, senador Romero Jucá (PMDB-RR), para conseguir uma audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, no intuito de discutir o que chamou de “kit homossexual” que será distribuído nas escolas brasileiras.
“Sabe o que vai acontecer? O estado agora quer desfazer tudo aquilo o que a família ensina em casa. Na verdade, não é criar consciência: este kit homossexual que está sendo pronto, para distribuição nas escolas, vai fazer das nossas escolas verdadeiras academias de homossexuais,” declarou.
O senador informou ainda que em seu estado uma menina de 17 anos tentou beijar a boca de uma criança de 11 anos de idade, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união entre pessoas do mesmo sexo. De acordo com ele, e a criança foi espancada, porque não quis ser beijada. Ele lamentou a decisão do STF – “foi um mal para este país” – e perguntou: Onde é que nós vamos parar?
Fonte: Good Prime
Com informações Agencia Senado
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