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26 / julho / 2010 - 14:46

“O despertar foi da Igreja”, diz Zé Bruno sobre enfrentamento da pedofilia

O deputado José Bruno (DEM-SP), que termina o mandato neste ano sem a intenção de se candidatar novamente, avaliou como...

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O deputado José Bruno (DEM-SP), que termina o mandato neste ano sem a intenção de se candidatar novamente, avaliou como satisfatório o trabalho realizado pela CPI da Pedofilia no Estado de São Paulo. Presidente da Comissão estadual, Zé Bruno acredita que a iniciativa de enfrentamento ao problema foi da Igreja. “Podemos dizer que o despertar foi da Igreja, porque o senador Magno Malta [presidente da CPI da Pedofilia em Brasília] é evangélico”.

Entender como o problema afeta a saúde pública, medidas preventivas ao abuso sexual infantil e tratamento às crianças que sofreram a violência foram algumas das ações desenvolvidas pela Comissão Parlamentar que terminará as atividades com um relatório final em novembro.
“O doutor Jeferson Dreze [do Hospital Pérola Byngton] falou, numa das reuniões da Comissão, sobre a tristeza de inúmeros casos em que meninas têm que fazer reconstituição vaginal. São órgãos genitais dilacerados. Como está o nosso sistema de saúde no Estado de SP também para atender esses casos? Como uma criança é atendida numa delegacia?”, questionou José Bruno ao explicar o trabalho da CPI de levantamento das ferramentas que o governo possui a fim de que o relatório aponte necessidades de implementação pelo Estado.

Um dos evangélicos na luta contra a pedofilia, o deputado ressaltou ao Guia-me que o combate à violência sexual, previsto como crime com penas mais severas desde o ano passado, tem apoio de todos os parlamentares da Assembleia Legislativa, independente da crença.

“Eu só não tive assinatura unânime do pedido dos 94 deputados para a instalação da CPI porque num dia eu colhi quase 50 assinaturas, o que já deu o número regimental mínimo que eram 32″, explicou.

Mesmo entendendo que a Igreja deva falar abertamente sobre o assunto, sob forma de prevenção, Zé Bruno não acredita que os líderes evangélicos tenham deixado de confrontar o mal durante os anos em que a pedofilia foi pouco debatida nas congregações. “A Igreja sempre pregou a justiça, a fuga do pecado e combater o que é desumano”, observou.

Ao contrário da CPI presidida pelo senador Magno Malta (PR) em Brasília, a Comissão de São Paulo não possui um caráter investigativo, com foco na criminalização. Cabe a ela combater o abuso sexual infantil por meio de políticas de conscientização e de amparo às vítimas.

Castração Química

O presidente da CPI da Pedofilia em São Paulo ainda expressou sua opinião sobre a castração química como um possível meio de diminuição do problema.

“O crime da pedofilia não é só quem age, é quem filma, quem agencia, vende e facilita. Não é apenas a libido sexual que faz o crime da pedofilia, hoje há uma gama muito grande. Então não resolveria o caso”, afirmou José Bruno que aproveitou para questionar: “Não temos condição de atender pessoas morrendo nas filas dos hospitais, agora eu vou dizer que o SUS vai dar o remédio para o pedófilo deixar de ter libido sexual?”

Fonte: Guia-me

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1 Comentário

  • Márcio André Santanna

    E a CPI do Narcotráfico, hein? No que deu? Por quê os tubarões não foram revelados e presos? São da política, de instituições religiosas, maçons? Diz aí, magno Malta.

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