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18 / abril / 2009 - 11:35
Para paz, premiê exige que palestinos reconheçam “Estado judaico”
O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse ao enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que seu...
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O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse ao enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que seu governo não negociará com os palestinos até que estes reconheçam Israel.
Netanyahu transmitiu a Mitchell que “espera que os palestinos reconheçam primeiro Israel como um Estado judeu, antes de falar de dois Estados para dois povos”, informou o jornal “Haaretz”, citando uma fonte próxima ao premiê.
Netanyahu até agora tem evitado se comprometer com o estabelecimento de um Estado palestino na Cisjordânia e na faixa de Gaza. Ele defende que o foco das futuras negociações sejam as questões econômicas e de segurança, e não os temas mais complicados, como a demarcação de fronteiras, o status de Jerusalém e o futuro dos refugiados palestinos.
O movimento islâmico radical palestino Hamas, que ganhou as últimas eleições legislativas palestinas de 2006 e, desde junho de 2007, governa de fato na faixa de Gaza, reiterou várias vezes que não reconhecerá Israel, mas assinaria um acordo de paz durável com este país.
O premiê transmitiu a Mitchell que seu país “deve preservar seus interesses de segurança” e que, apesar de Israel “não estar interessado em governar os palestinos, deve garantir que o processo político não provoque um segundo “Hamastão” em Israel”, segundo o jornal “Yedioth Ahronoth”.
Mitchell, que chegou nesta quarta-feira a Israel para se informar sobre a política do novo governo frente ao processo de paz, disse nesta quinta-feira que “os EUA favorecem uma solução de dois Estados que representará um Estado palestino vivendo em paz junto ao Estado de Israel”.
Após seus primeiros contatos com o novo Executivo conservador, que tomou posse há duas semanas e até agora evitou se comprometer com a solução de dois Estados, Mitchell disse que seu país “espera ver esforços para conseguir uma paz completa em toda a região”.
Mitchell se encontrou ainda com o chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, que evitou a polêmica e não citou em nenhum momento a proposta do Estado palestino.
O chanceler israelense qualificou o encontro como importante e minucioso e destacou que teve como objeto “coordenar posições entre EUA e Israel”.
Lieberman, dirigente do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu, afirmou recentemente que seu governo não se sente obrigado a seguir o processo de paz de Annapolis, impulsionado em novembro de 2007 pelo governo do americano George W. Bush e que tem como fim a criação de um Estado palestino.
“Foi uma ótima oportunidade de trocar algumas ideias, e conversamos sobre uma cooperação realmente estreita”, disse Lieberman a respeito do encontro com Mitchell.
Com Efe e Reuters
fonte: Folha On-line












1 Comentário
A questão judaica-palestina envolve uma animosidade histórica, religiosa e extremista! Apesar disso, o equilíbrio geopolítico e estratégico da região é gerido pelo confronto de civilizações, entre a oriental e a ocidental, onde arcabouços tacnológios e culturais dicotômicos disputam ideologicamente pelo controle de milhões de pessoas, recursos naturais e territórios. Nesse processo, os EUA lideram tais interesses ocidentais, e Israel assume a posição de bastião de grupos e oligarquias do Capitalismo Ocidental. A região do Oriente Médio, por ser a confluência entre dois hemisférios importantes, detentor de explosiva convulsão étnico-religiosa permeada pela necessidade do controle de recursos naturais e mantenimento de suas tradições e patrimônios histórico-arquitetônicos como mesquitas, cidades consideradas sagradas, locais de culto e adoração. Dentre os recursos naturais mais requisitados está o petróleo. Dessa forma, intensificam-se os mecanismos de ameaça, dominação e controle do Oriente Médio, sendo que o Ocidente Capitalista recorre a Israel, armando o Estado Judeus com alta tecnologia bélica, transformando-o num pderoso aliado. Já os Estados rivais, compostos por árabes e persas, ou de mairoria islâmica, quando não opta, igualmente, pela belicosidade convencional, assumem posições radicais por meio do patrocínio ao terrorismo, direta ou indiretamente. Mas, atualmente, o que agrava, ainda mais, a região mais explosiva do globo é a emergência do desenvolvimento da energia nuclear e seus duvidosos fins. O Irã é o país que hoje tensiona ainda mais as relações internacionais. Aqui-inimigo de Israel, desde os tempos bíblicos, os persas têm afrontado tanto o Estado Judeu quanto os EUA e as potências europeias. Enfim, para uma solução concreta e duradoura nas disputas pelo poder e na neutralização ou atenuação dos conflitos Oriente-Ocidente no Oriente Médio urge a construção de uma ONU mais legítima e dotada de instrumentos de articulação internacional e nacional que possibilitem o engessamento das potenciais agressões e efetivas ações bélicas entre países de interesses diferenciados. A inclusão social de milhares de pessoas das regiões mais pobres do Oriente Médio, permitindo o acesso a recursos naturais essenciais como a água, e. impreterivelmente, a liberdade decisória dentro de fronteiras nacionais isentas de ingerência estrangeira associada à cutura ocidental-capitalista, isto relativamente às tradições milenares de cada país. Israel, países árabes circunvizinhos, persas (Irã), Estados Unidos da América e União Europeia devem renunciar ao egoísmo individualista e aos interesses sectários em defesa da paz e da convivência hamônica entre povos e modos de vida diversos!
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