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18 / abril / 2009 - 11:39

Pesquisa indica queda no número de pessoas que se dizem cristãs nos EUA.

A reportagem de capa da edição de 4 de abril da revista americana Newsweek traz um título que, ao menos,...

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bandeira-eua2A reportagem de capa da edição de 4 de abril da revista americana Newsweek traz um título que, ao menos, chama a atenção de qualquer líder eclesiástico: “O fim da América cristã”.

A partir de uma pesquisa da “American Religious Identification Survey”, a revista afirma que entre 1990 e os dias de hoje o número de americanos que declaram não ter religião alguma quase dobrou – indo de 8% para 15%.

Além disso, a sondagem diz que o número de americanos que se identificam como cristãos – considerando suas inúmeras variações – teve uma queda de 10 pontos percentuais no mesmo período, passando de 86% para 76% da população.

Estes são dados que impressionam, principalmente quando se considera que os mesmos são provenientes dos Estados Unidos, vistos por muito tempo como um verdadeiro celeiro de pastores e missionários.

fonte: Cristianismo Hoje



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2 comentários

  • LHS_SOCIÓLOGO

    O Brasil ainda está longe de tal processo, até porque a pobreza e a miséria não foram tão atenuadas quanto as que foram nos EUA. No entanto, no Brasil, a manipulação mental e comportamental patrocinada por falsas doutrinas evangélicas de “igrejinhas” de fundo de quintal poderá internalizar a mesma dinâmica assumida pelo individualismo capitalista nos EUA. A mentira plantada na mente dos pobre e estropiados socialmente no Brasil culminará com a fragilização do cristianismo, pois os cidadãos, se é que a cidadania existe em sua plenitude, tenderão a desacreditar nas promessas dos princípios bíblicos em decorrência das desilusões geradas pela venda de “curas”, “milagres” e “prodígios” financeiros, principalmente os vistos nos cultos da IMPD, IURD e outras “igrejinhas” pentecostais e neo pentecostais.

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  • LHS_SOCIÓLOGO

    Não é de se assustar que, caso tal pesquisa seja consistente, nos EUA os cristãos estejam reduzindo, mesmo que aquele país tenha nascido a partir de povos evangélicos fugitivos da contra-reforma da Igreja Católica. Os Estados Unidos da América – EUA – tem passado por um mega-processo de secularização social, cultural e política, onde o fator econômico teve importante papel nas transmutação da vida cotidiana das pessoas – “o sonho americano”. Nisto, a religião assumiu uma identidade maleável frente às mudanças estruturais citadas. As pessoas, os grupos sociais, as instituições e os fluxos de relações sociais absorveram um individualismo cruel e inexorável. Esse individualismo cauterizou os objetivos cristãos na mente dos cidadãos americanos. A imprensa, o mercado, os sonhos de consumo e o glamour da vida luxuosa do capitalismo petrificaram a sensibilidade cristão, desacreditando numa solução divina para o homem perante as demandas por uma vida de qualidade.

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