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Presidente da Igreja Maranata é intimado a depor sobre desvio de dízimos

As acusações sobre desvio de dízimos também estão sendo investigas pelo Ministério Público do Espírito Santo

por Leiliane Roberta Lopes


Nesta quinta-feira, 9, o presidente da Igreja Cristã Maranata do Espírito Santo foi convocado para depor na Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa) sobre as denúncias de desvio de dízimos e outras irregularidades.

O titular da Defa, Gilson Gomes, disse aos jornalistas que o depoimento precisou ser tomado devido à repercussão do caso e também às ligações telefônicas que alguns fiéis fizeram para a delegacia. “Com base nos fatos expostos pela mídia, além da ligação de diversos membros da Maranata que expuseram muitas situações pra gente, resolvemos instaurar o inquérito. A justiça também nos mandou um ofício solicitando nossa participação no caso”, explicou o delegado.

Depois que o líder depor outros membros da diretoria da Maranata e os dois acusados, o ex-vice-presidente e o contador da igreja, também serão convocados para dar suas declarações ao Defa.  “Como a igreja moveu a ação, vamos chamar pessoas que podem ajudar na investigação, como o presidente da instituição”, afirma Gomes.

Esses depoimentos servirão para investigar o caso do desvio de mais de R$2 milhões arrecadados do dízimo pago pelos fiéis. É no Espírito Santo que fica a administração de todas as mais de 5 mil igrejas Maranata, os dois ex-membros estão sendo acusados de fazer caixa dois e cometerem outras irregularidades administrativas.

Em reportagem do G1 o caso é explicado da seguinte maneira: a igreja pedia o orçamento de um serviço e se ele custasse, por exemplo, R$ 5 mil o valor era registrado como R$8 mil, a empresa aprovava uma nota fiscal de R$8 mil, mas só recebia os R$5, pois os outros R$3 mil ficavam com o ex-vice-presidente.

“Vi documentos que comprovam que o patrimônio de um dos denunciados é assustador, incompatível com o que ele ganhava”, exemplificou o ex-pastor, que preferiu não se identificar. Essa testemunha disse que há evidências de que a fraude acontecia desde 2006.

Com informações G1


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