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Com 1% dos votos, Marina reclama de “polarização tóxica” desta campanha

Candidata da Rede diz que não apoia “projeto autoritário” que atribui a Bolsonaro


Marina Silva votando
Marina Silva votando. (Foto: Leo Cabral / Divulgação)

Contrariando as pesquisas, a votação de Marina Silva (REDE) em 2018 parou em 1% do eleitorado. Uma gigantesca diferença para quem teve 22 milhões de votos quatro anos atrás.

Presente em todos os debates e com grande espaço na mídia, ela era vista no início do processo eleitoral como uma das favoritas, sua votação totalizou apenas 1.069.538 votos.

Avaliando seu desempenho pífio, Marina Silva reclamou do clima de primeiro turno vivido nas últimas semanas. “Infelizmente, uma realidade marcada cada vez mais pela velha polarização, que agora se tornou tóxica nessa campanha. As candidaturas que não estavam nesses polos tóxicos acabaram sofrendo um esvaziamento em função da pregação do voto útil”, disse ela durante a coletiva de imprensa no comitê de sua campanha, em Brasília.

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Ex-senadora pelo PT e ex-ministra do governo Lula, Marina poupou críticas ao seu antigo partido enquanto nos debates seu alvo principal era Jair Bolsonaro (PSL). Ela não quis anunciar quem irá apoiar no segundo turno, mas sinalizou que pende para Fernando Haddad.

“Não temos nenhuma identificação com nenhum projeto autoritário”, usando o mesmo termo que já escolheu outras vezes para referir-se ao capitão reformado.

Ao mesmo tempo, Marina e seu vice Eduardo Jorge (PV) disseram que, não importa quem seja o próximo presidente, os dois partidos serão oposição ao próximo governo. “O Brasil vai precisar de uma oposição democrática e isso já podemos assegurar. A única forma de quebrar um círculo vicioso que levou o Brasil para situação”, insistiu. A Rede terá apenas um deputado federal, mas surpreendeu ao eleger 5 senadores, enquanto o PV ocupará 4 vagas de federais.

Depois da terceira derrota seguida, a candidata da Rede não sabe se disputará uma nova eleição. “Eu faço política por ideal. Eu sabia que essa eleição seria difícil. Fizemos o bom combate, mas eu não me omitiria apenas para manter meu capital político”, minimizou.

Esse capital está prestes a acabar de vez. Criada em 2015, a Rede não conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira e deverá perder os recursos financeiros do fundo eleitoral.



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