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92% das vagas no Mais Médicos já têm médicos selecionados, diz Ministério da Saúde

Vagas abertas no último edital foram quase totalmente preenchidas e nova seleção será aberta


Divulgação

Depois que o programa “Mais Médicos” no modelo atual foi encerrado pelo governo cubano, alimentou-se especulações que não haveria mão de obra suficiente no Brasil para substituição dos profissionais estrangeiros.

O edital aberto esta semana pelo governo deixou claro que não é bem assim. O Ministério da Saúde informou que já foram selecionados 7.871 médicos dentre as 8.517 vagas abertas. Isso representa 92%% do total.

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O balanço mais recente, desta sexta-feira (23) indica que foram 25.90 inscrições, das quais 17.519 são de profissionais com registro válido no Conselho Regional de Medicina (CRM). Dos aprovados, 7,8 mil já tiveram um destino escolhido.

O prazo para inscrição terminaria neste domingo, mas o Ministério da Saúde prorrogou até 7 de dezembro. O processo foi prejudicado pela instabilidade no sistema, causada por “ataques cibernéticos” identificados desde o primeiro dia de inscrição.

Um segundo edital será lançado no dia 27 de novembro. Nessa seleção, poderão concorrer às vagas médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros que não tenham o CRM brasileiro. Mas, para exercer a profissão, terão que passar pelo exame Revalida.

Os médicos cubanos que desejarem permanecer no Brasil também poderão participar da seleção.

Repasse bilionário

Segundo dados do Ministério da Saúde, o governo brasileiro gastou R$ 5,7 bilhões em quatro anos com o Programa Mais Médicos. O acordo firmado pelo gabinete da ex-presidente Dilma Rousseff, previa o repasse da “bolsa-formação”, o nome que se dá ao “salário” dos médicos. Assim, o governo cubano embolsava 75% do valor pago pelo governo brasileiro, isso significa que algo em torno de R$ 3,2 bilhões foram parar nos cofres do regime ditatorial.

O Tribunal de Contas da União indica que os quase R$ 6 bilhões gastos no Mais Médicos são suficientes para formar 52.413 novos médicos brasileiros para serviço permanente, além de construir 14.068 unidades básicas de saúde (UBS), o equivalente a quase três UBS por cidade.



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