Das cinco acusações contra Marcos Pereira, apenas duas foram aceitas pelo MP

As outras três não tiveram continuação por serem anteriores ao ano de 2009


Apenas duas das cinco acusações são aceitas contra Marcos Pereira

A mídia tem divulgado que há seis acusações de estupro contra o pastor Marcos Pereira, preso na última terça-feira (7) no Rio de Janeiro. Mas o promotor Rogério Lima, da 8ª Promotoria de Investigação Penal, fala em cinco inquéritos e diz que apenas dois deles terão continuidade.

Os três casos que restaram foram descartados, pois os supostos crimes foram cometidos antes de 2009 quando a lei brasileira dava seis meses para que a denúncia de estupro fosse feita.



“Até 10 de agosto de 2009, a Lei 12.015 dizia que o MP só podia denunciar o estupro se a vítima se manifestasse dentro do prazo de seis meses. Essas três vítimas que foram abusadas deixaram passar o prazo de seis meses, apesar de o crime ter ocorrido”, disse o promotor.

Lima explica que os dois casos que resultaram no mandado de prisão preventiva do pastor também aconteceram antes de 2009, porém as vítimas alegam agressão física.

“As duas que nós fizemos a denúncia também relataram abusos antes de 2009, mas apanharam dele. Quando tem violência, não existe prazo para a vítima fazer a acusação”, explicou ele para o portal UOL.



A denúncia apresentada contra o pastor pelo Ministério Público diz que o perfil do acusado é de um “verdadeiro depravado, degenerado, pervertido sexual, capaz de fazer as coisas mais baixas”.

Mas a defesa alega que não há provas e que a prisão não é legítima. “A denúncia diz que ele poderia ameaçar as vítimas. A mulher diz que o crime aconteceu em 2006. Se fosse para ele ameaçar, ele já teria ameaçado”, disse Marcelo Patrício, advogado do pastor.

A prisão preventiva foi justificada por dois motivos, um deles seria que o pastor poderia coagir as vítimas e o outro que ele poderia fugir do país. Mas o advogado contesta, lembrando que seu cliente esteve nos Estados Unidos há 15 dias. “Se ele estivesse com medo, teria ficado lá”.

Sexta vítima seria a esposa

Alguns meios de comunicação noticiaram também que a sexta vítima do pastor seria Ana Madureira da Silva, identificada como ex-esposa. Sobre este caso quem esclareceu foi o cantor Waguinho que esteve nesta quinta-feira (9) na Rádio Melodia do Rio de Janeiro.

Ana ainda é casada com Marcos Pereira, o casamento dura mais de 30 anos e juntos tiveram dois filhos, Nívea e Felipe que atuam como missionários dentro da ADUD.

A família esteve na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro também na quinta-feira para pedir apoio dos deputados estaduais. Eles alegam que as acusações são fruto de brigas políticas e que não há legalidade na decisão da Justiça de manter o pastor preso se não há provas do crime.




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