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“Almas são muito mais importantes que transição política”, afirma John Piper

Teólogo explica porque não emite opiniões políticas


John Piper
John Piper

O renomado teólogo e pastor John Piper influencia milhões de pessoas ao redor do mundo com seus livros e artigos. Nos EUA, ele mantém um programa de rádio on-line chamado “Pergunte ao Pastor John”. No episódio mais recente, um ouvinte o questionou sobre sua falta de envolvimento em questões políticas, uma vez que muitos líderes evangélicos têm tomado partido em época de eleição.

“A condição espiritual da alma de uma pessoa é infinitamente mais importante do que qualquer transação política na face da terra”, respondeu o teólogo.

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Embora admita que esse pode ser visto como um argumento generalista, seu argumento é que ele não ignora o assunto, tendo escrito um livro sobre racismo e artigos sobre temas políticos como aborto e casamento homafetivo. Contudo, Piper não vê o trabalho de um pastor como alguém que precisa comentar todas as polêmicas e problemas políticos que ganham espaço na sociedade.

“Quando as redes sociais estão pegando fogo com uma nova controvérsia, onde está o Piper? Ele está citando versículos bíblicos, como se ele nem soubesse o que está acontecendo”, brincou.

O principal fundamento de seu ministério é pregar o evangelho e cuidar de pessoas, justifica. Citando C.S. Lewis, o teólogo destacou: “A salvação de uma alma é mais importante que a produção ou preservação de todos os épicos e tragédias do mundo”.

A seguir, deixou claro que emitir opiniões pode ser algo complicado para pastores como ele, ainda que considere importante que outros colegas possam se posicionar sobre essas questões.

“Minha atmosfera é a do Novo Testamento. Sinto que a maioria das questões políticas e econômicas são muito complicadas. Portanto, não tenho autoridade para dar uma resposta bíblica sobre estratégias específicas para resolver vários desses problemas”.

Deixando claro que fez a opção de levar uma “vida diferente”, voltada para o estudo e o ensino, Piper assevera: “Minha vocação principal não é ajudar meu país a ser isso ou aquilo, mas ajudar a Igreja a ser Igreja de verdade”.

Encerrou explicando como vê seu papel. “Eu sou chamado para a gigantesca tarefa de entender as Escrituras e pregar o que elas significam em seu contexto original, para então aplicá-las à vida real das pessoas… Sou cem vezes mais apaixonado por formar cristãos e igrejas que sejam fiéis, bíblicos, contraculturais e espiritualmente conscientes numa nação que eventualmente pode ser socialista, muçulmana ou comunista. Eu quero ajudar a Igreja a ser o posto avançado radical do reino de Cristo, não importa em que tipo de nação esteja, seja nos EUA ou em qualquer outro país no mundo”.



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