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“Se amar a Cristo é um crime, então sou um criminoso”, diz pastor egípcio

O ex-muçulmano conta detalhes sobre sua prisão e as torturas que sofreu por não negar o nome de Jesus


Majed El Shafie
Majed El Shafie. (Foto: Reprodução / Facebook)

O pastor Majed El Shafie é um ex-muçulmano convertido a Jesus. Em 1998, ele ficou na prisão de Abu Zabal, no Cairo, durante sete dias. Ali, foi torturado por ser o líder de uma organização cristã. A proposta dos policiais era que ele entregasse aqueles cristãos em troca de liberdade e benefícios como uma casa e um carro.

Mas Shafie não estava disposto a trair sua fé. Em vez de delatar seus irmãos na fé, o líder pronunciou um único nome: Jesus Cristo. Por causa disso, sofreu mais três dias de tortura e prisão até que foi enviado a um hospital policial, onde permaneceu três meses até se recuperar.

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“Eles afundaram minha cabeça em baldes de água fria e quente. Me penduraram de cabeça para baixo. No terceiro dia, soltaram cães para me atacar, mas eles não atacaram. Depois disso, fiquei crucificado por dois dias e meio”, lembra.

Shafie explicou que não ficou preso à cruz com pregos, mas que teve suas mãos amarradas. Além disso, acabou sendo condenado à morte por três acusações, o que deveria calar sua fé para sempre: organização contra a autoridade egípcia, tentativa de mudar a religião oficial do país e adoração a Jesus Cristo.

Livre para libertar

Shafie conseguiu escapar para Israel e depois recebeu asilo no Canadá, onde criou uma organização sem fins lucrativos que já ajudou inúmeros cristãos perseguidos ao redor do mundo, nos últimos 15 anos.

A igreja que Shafie fundou no Egito a partir de um movimento clandestino teve um crescimento rápido e bem-sucedido, chegando a 24 mil membros em apenas dois anos. Apesar das dificuldades, o ex-muçulmano não se mostra arrependido de nada do que fez. “Se amar e adorar a Cristo é um crime, então eu sou um criminoso”, declarou.

Através da One Free World International, o líder cristão já ajudou mais de 600 mulheres e crianças que foram mantidas como reféns (escravos sexuais) pela organização terrorista do Estado Islâmico, no Iraque. Com informações The Christian Post



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