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“Amor e Sexo” cita dados fantasiosos e usa “evangélica” pra defender aborto

Programa da Globo continua sua defesa de causas esquerdistas


Fernanda Lima no Amor e Sexo
Fernanda Lima no Amor e Sexo. (Foto: Reprodução / Globo)

O programa “Amor e Sexo”, apresentado por Fernanda Lima, que foi ao ar nesta terça-feira (13), teve como tópico principal a nudez. Cercado de polêmicas nas últimas semanas, pelo discurso político recheado de chavões, que mais parece um “textão de Facebook”, o roteiro da edição desta semana abordou em um de seus segmentos a “legalização do aborto”.

No texto de apresentação, declamado pela apresentadora, ficou clara a manipulação de dados. “O aborto é crime no Brasil, mas a cada minuto uma mulher cruza a fronteira da legalidade para interromper uma gestação. 88% delas se declaram religiosas e a grande maioria tem filhos. Quatro mulheres morrem todos os dias por complicações relacionadas a procedimentos não assistidos. A maioria é pobre e negra. Se todas elas fossem presas, seis milhões de filhos ficariam sem as suas mães e muitas famílias perderiam seu sustento, já que 40% delas são chefiadas por estas mesmas mulheres”, discorreu Fernanda.

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Evangélica defende aborto

Na sequência, chamou para comentar o tema, militante do PSOL e líder da “Frente Evangélica pela Legalização do Aborto”. Membro da Igreja Batista do Caminho, do controverso pastor Henrique Vieira, a jovem de 24 anos defendeu uma forma de cristianismo de “oferece argumentos em favor desta luta”.

Camila Mantovani
Camila Mantovani. (Foto: Reprodução / Globo)

Mantovani fez uma intervenção breve, onde assegurou que “a gente crê num Deus que se fez corpo… um corpo marginal, negro, numa periferia chamada Nazaré. Não faz sentido, hoje, hostilizar os corpos que são marginais”.

Na sequência, assegurou que o que impede a discussão sobre legalização do aborto de “avançar” no país é o “fundamentalismo religioso”. Segundo ela, “não se pode pautar as políticas públicas segundo as nossas concepções de pecado. Isso é muito errado, inclusive do ponto de vista do próprio Evangelho”.

A jovem que se diz evangélica não foi capaz de oferecer qualquer tipo de base bíblica ou histórica para seus argumentos, mostrando que trata-se apenas de um discurso ideológico que a Globo dever ter achado que causaria mais impacto na boca de um evangélico.

Dados sem comprovação

Analisando os dados mencionados por Fernanda Lima chega-se à conclusão que a discrepância é tão grande que beira o ridículo. Um aborto por minuto equivaleria a 525.600 crianças mortas anualmente.

A apresentadora não citou as fontes de seu levantamento, mas aparentemente são de uma reportagem do Estado de São Paulo de 2016.

Contudo, no corpo da matéria lê-se que são “números do Ministério da Saúde”, mas a estatística não consta do site oficial (DATSSUS). Diz ainda que, pelo Sistema de Notificação de Mortalidade (SIM) são “54 mortes comprovadas de mulheres em decorrência da interrupção da gravidez em 2014 – último ano com estatísticas divulgadas”.

A matéria do Estadão afirma claramente: “o ministério alerta não ser possível afirmar que todos os óbitos podem ser atribuídos ao procedimento provocado, feito na maioria das vezes de forma clandestina. Técnicos justificam que as mortes poderiam ter sido causadas, por exemplo, por outros problemas que não tinham relação com a interrupção da gravidez. Ou até mesmo que o aborto tenha sido resultado de problema de saúde apresentado pela paciente”.

Na verdade, os dados de morbidades do Datasus mostram que, em 2016, entre as mulheres internadas por causa de abortos apenas 53 morreram. Em 2015 foram registrados 70 óbitos.

Ao mesmo empo, os dados do Sistema de Informação de Mortalidade, também organizado pelo Ministério da Saúde, mostram que em 2015 ocorreram 56 óbitos decorrentes de procedimentos de aborto.

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