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Um terço dos que “aceitaram Jesus” afirma ter “mudado de vida”, revela estudo

"Poucas igrejas enfatizam o evangelismo atualmente, e os resultados são óbvios e inegáveis", afirma pesquisador.


Um professor universitário, que vem realizando pesquisas sobre a frequência à igreja nos últimos anos, afirma que as pessoas que “aceitam Jesus” ou respondem a apelos de pastores não mudam significativamente seu hábito de frequentar a igreja ou acreditam terem mudanças significativa de hábitos.

Segundo Ryan P. Burge, pesquisador da Eastern Illinois University, a maioria das denominações não possui um trabalho adequado de acompanhamento após as decisões em cultos.

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“Dos 9.500 indivíduos que participaram do estudo, 62% relataram a mesma frequência na participação aos cultos após as decisões públicas”, escreveu Burge, que coletou dados entre 2010 e 2014, através do Cooperative Congressional Election Study.

“O índice de comparecimento permanece estável, mas o número de pessoas que deixaram de frequentar depois de algum tempo não é uma boa notícia para a igreja local”, acrescentou.

Ao concluir o estudo, ele relata que os dados recolhidos “não confirmam a expectativa de um comprometimento maior”, pois 50% afirmam não ter mudado seus hábitos. Apenas 33% dos entrevistados dizem, de fato, ter “mudado de vida” e começaram a frequentar mais a igreja, enquanto 16% na realidade diminuíram a frequência.

Ainda que possa haver dúvidas sobre o quanto um levantamento seja representativo dentro de uma estrutura tão ampla quanto a igreja, outras pesquisas sobre a mudança de hábitos em pessoas que “aceitaram Jesus” também encontraram um cenário preocupante.

É o caso da realizada pelo Instituto Americano de Cultura & Fé, em 2017. Os dados mostraram que apenas uma minoria (39%) daqueles que tomaram a decisão em público acreditam que sua vida realmente mudou.

“Poucas igrejas enfatizam o evangelismo e o discipulado atualmente. Os resultados são óbvios e inegáveis. As implicações de ignorar o evangelho como um compromisso – especialmente entre as crianças, que são o público mais receptivo à mensagem- são enormes”, alertou o pesquisador George Barna.

“Todas as estratégias de ‘crescimento da igreja’ no mundo não são capazes de compensar a ausência de uma comunicação pessoal e autêntica das boas novas do que Jesus Cristo fez pela humanidade”, concluiu.



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