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Após queda de pedra, arqueólogo diz que todo o Muro das Lamentações é “zona de perigo”

Uma das pedras da estrutura milenar, de 100 quilos, cai sozinha e gera interdição na porção Sul


Reprodução: Twitterr

O Muro das Lamentações é o local mais sagrado para os judeus. Mas um acidente na manhã desta segunda (23) chamou a atenção para as condições da estrutura, que pode correr o risco de desabar parcialmente.

Uma das pedras da estrutura milenar, pesando aproximadamente 100 quilos, caiu sozinha do alto da porção sul do Muro, longe da parte principal. Agora, o arqueólogo Zachi Dvira, chefe do Projeto de Peneiramento do Monte do Templo, está alertando que toda a área é uma “zona de perigo”.

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O Times de Israel divulgou que foi feita uma inspeção no Muro e ficou constatado que a pedra, datada da era de Herodes (por volta de 100 a.C.) localizada na área conhecida como Arco de Robinson, localizada no Parque Arqueológico de Davidson. Um vídeo com o momento em que ela cai circula nas redes sociais.

Dvira diz que há “várias rachaduras” e que as pessoas não deveriam ficar perto do local sagrado antes de uma reparação, mas isso é impedido pelo Waqf, entidade islâmica responsável pelo Monte do Templo. O local do acidente está interditado e as autoridades não disseram quando terá o acesso restaurado.

Imagem: The Western Wall Heritage Foundation

Questão de tempo

Para muitos judeus é especialmente significativo que isso tenha acontecido um dia depois que o local ficou cheia de fiéis, que lembravam o Tisha B’Av, data que marca a destruição dos dois templos judaicos em Jerusalém.

Para o arqueólogo é “uma questão de tempo” antes que outro acidente. Outras pedras “podem cair a qualquer momento na cabeça das pessoas”, disse Dvira, que está concluindo seu PhD em arqueologia do Monte do Templo.

De fato, já existem várias lacunas visíveis no Muro das Lamentações, onde grandes pedras despencaram no passado. O caso mais notável em 2004, quando grandes pedaços de pedra do caíram na chamada “praça de oração”, que geralmente reúne centenas de pessoas. Na época, o Waqf jordaniano permitiu um reparo, mas as relações hoje estão muito tensas.

Em 2009 foi realizada a última grande reforma externa, quando a Autoridade de Antiguidades, pôde trabalhar nas 16 fileiras superiores de pedra, datadas do período otomano. Ao contrário das fileiras mais baixas, datadas do tempo de Herodes, estas pedras são envoltas com um tipo de argamassa e não simplesmente encaixadas.

Com informações de Times of Israel

 



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