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Arcebispo anglicano questiona a ressurreição de Cristo e revela males da teologia liberal

Nos últimos anos, pelo menos 1/3 dos sacerdotes anglicanos admitiram abraçar a teologia liberal


Um dos principais líderes anglicanos provocou polêmica ao lançar dúvidas sobre a ressurreição de Jesus, justamente no período da Páscoa.

O arcebispo de Gales, John Davies, está sendo acusado de “semear confusão” sobre a história bíblica celebrada por milhões de pessoas em todo o mundo hoje. Falando sobre o sentido da Páscoa, morte e ressurreição de Cristo, o Arcebispo disse: “Eu francamente não acho que nenhum de nós realmente saiba o que aconteceu”.

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Segundo ele, é “terrivelmente difícil” as pessoas entenderem a ideia de uma ressurreição corporal. Davies, um ex-advogado, disse que a celebração deste domingo era “sobre algo muito maior que um corpo morto voltando à vida. É a completa renovação do ser de Cristo”.

O arcebispo de 65 anos, eleito em setembro para liderar a Igreja no País de Gales, disse que algo “radical” aconteceu e mudou a vida das pessoas. Mas ele preferiu citar um dos teólogos mais polêmicos  da Igreja Anglicana, o falecido bispo David Jenkins, que foi acusado de blasfêmia por questionar a natureza física da ressurreição quando a descreveu como “um truque de conjuração com ossos”.

Três dias depois que Jenkins foi consagrado bispo no ministério de York, em 1984, a catedral foi atingida por um raio e destruída pelo fogo. Muitos disseram que isso ocorreu por uma manifestação de “desprazer divino”.

As declarações do arcebispo de Gales trouxeram à tona o crescente número de clérigos anglicanos que duvidam ou não acredita, na ressurreição física de Cristo. Nos últimos anos, pelo menos 1/3 dos sacerdotes anglicanos admitiram abraçar a teologia liberal. Trezentos disseram, inclusive, que sequer acreditam na existência de Deus.

Teologia liberal

No ano passado, o estudioso Ed Stetzer publicou um estudo mostrando que as igrejas que abraçam a teologia liberal devem desaparecer dentro de 25 anos. “Ao longo das últimas décadas, as denominações protestantes tradicionais abandonaram doutrinas centrais que passaram a ser consideradas “ofensivas” para a cultura. Ou seja, que Jesus literalmente morreu por nossos pecados e ressuscitou dos mortos, a Bíblia é autoridade e a necessidade de conversão pessoal”, explicou.

Por exemplo, na Igreja Unida do Canadá, 20% dos pastores afirmaram não crer no Deus descrito na Bíblia. Vinte e nove por cento acredita em Deus, mas não o vê como “sobrenatural”. Pouco mais de 2% disseram ver Deus como uma “força” e 15,6% percebem Deus como uma “metáfora”.

Outro aspecto a ser levado em conta, destaca Stetzer, é que “alguns dos principais líderes protestantes rejeitaram ou minimizaram essas crenças… Mas se a expressão principal dessas igrejas não é diferente da cultura atual, as pessoas vão procurar respostas em outros lugares”.

O pesquisador disse acreditar que eventualmente essas denominações irão se reinventar para interromper a tendência de declínio, mas até lá muitos templos serão fechados, diminuindo significativamente sua influência.

Além disso, em alguns casos, estão surgindo movimentos que optaram por se desligar da denominação após decisões como a aceitação do casamento homossexual e a ordenação de pastores e pastoras LGBT.

Com isso, há denominações novas surgindo para ocupar esse espaço. Entre os presbiterianos, por exemplo, surgiu a Evangelical Covenant of Presbyterians, que reúne hoje cerca de 300 igrejas que se cansaram da agenda liberal da PCUSA.

O Centro de Pesquisa Pew indicou em 2015 que as igrejas de teologia liberal nos Estados Unidos estão perdendo quase um milhão de membros por ano. Com menos fiéis, diminuíram as entradas e com isso elas entraram em declínio. Dezenas de templos estão sendo fechados anualmente. Com informações de Daily Mail



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