Arquidiocese pede a sacerdotes que não usem emoticons

“Devem escrever de uma maneira concisa e séria”, justificou padre sobre a decisão


Arquidiocese pede a sacerdotes que não usem emoticons

A Arquidiocese de Pozan, localizada no oeste da Polônia, fez uma solicitação, na última sexta-feira (11) aos sacerdotes da região. Foram orientados a não utilizar emoticons em mensagens paroquiais.

A grande motivação por trás da orientação é de que o uso de emoticons “podem ser percebidos como um comportamento infantil” e que, embora seja comum nas mídias sociais, não seja utilizado nos canais de comunicação da Igreja Católica, para que não seja considerada, pelo público, algo “banal”.

O padre Maciej Szczepaniak, porta-voz da cúria de Poznan, cedeu entrevistas a veículos de imprensa sobre a decisão da arquidiocese que, segundo ele, passou a verificar o uso de emoticons ao longo dos anos.

Ele afirmou, em telefone para a Agence France-Presse (AFP), que a situação estava ficando fora de controle: “Em alguns casos, os sacerdotes usavam emoticons em cada parágrafo”.

O padre explica. “Não se trata de um fenômeno muito grave, mas vemos que alguns sacerdotes estão tentando ser modernos quando se dirigem aos jovens, inclusive escrevem comunicações paroquiais em uma linguagem similar à usada nas redes sociais, e é precisamente a eles a quem se dirige esta petição”, em comunicado assinado por Maciej.

Szczepaniak considera o caso como “algo muito sério”, “e os sacerdotes devem escrever de uma maneira comunicativa, mas também concisa e séria” nos textos e anúncios relacionados a igreja nas mídias sociais.

Para isso, ele acredita que os líderes devem estar atentos para que o conteúdo publicado por eles não seja considerado “infantil”, e assim, fugaz.




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