Ataques à Síria atingiram apenas alvos estratégicos em Damasco

Saiba como os líderes mundiais reagiram aos bombardeios deste sábado


Ataques na Síria
Imagem resposta antiaérea da síria contra ataque conjunto de EUA, Reino Unido e França (Foto: Hassan Ammar / AP Photo)

Após os bombardeios de pelo alvos militares estratégicos na Síria, o mundo aguarda o desenrolar da situação, com uma crescente expectativa de acirramento das relações. Basicamente existem dois blocos, os que se opõem ao regime de Bashar Al Saad – liderado pelos EUA, França e Reino Unido – e os que apoiam o presidente sírio, capitaneado pela Rússia e pelo Irã.

Ao contrário do que foi anunciado por alguns meios de comunicação, nenhuma das bombas caiu sobre a população civil.
Foram apenas “alvos estratégicos” atingidos na Síria, principalmente na capital Damasco e na cidade de Homs, informa o canal de televisão CNBC.

A lista inclui dois aeródromos militares, um centro de pesquisa e uma empresa relacionados à produção de armas químicas. Duas bases militares eram construções iranianas e (Tiyas e El-Kiswah) e outras duas são controladas pela Rússia (Khmeimim e Tartus).

“Foram registrados bombardeios ocidentais contra centros de pesquisa científica, várias bases
militares e locais da Guarda Republicana em Damasco e seus arredores”, informou o Observatório
Sírio para os Direitos Humanos.

Segundo a imprensa russa, a maioria desses locais havia sido evacuado horas antes dos ataques. Até o momento não foi divulgado quantas pessoas morreram em consequência dos ataques.

Líderes mundiais reagiram aos bombardeios

A decisão do presidente Donald Trump de realizar ataques coordenados na madrugada deste sábado pelas forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido teve diferentes repercussões entre os líderes mundiais.

ONU – “Peço a todos os estados membros que mostrem moderação nestas circunstâncias perigosas e evitem qualquer possível escalada da situação e o sofrimento do povo sírio”, declarou o Secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado.

Ele também lembrou que cabe ao Conselho de Segurança “a principal responsabilidade a manutenção da paz e a segurança”, e pediu que seus membros se unam “e assumam essa responsabilidade”.

Síria – “A República Árabe da Síria condena nos termos mais fortes a agressão brutal americana-britânica-francesa contra a Síria, que constitui uma violação flagrante do direito internacional”, disse o Ministério das Relações Exteriores.

O presidente Bashar Al Assad declarou que “Essa agressão só fará a Síria e seu povo mais determinados a continuar lutando para esmagar o terrorismo em cada centímetro do país”. Seu gabinete refere-se a todos os seus inimigos como terroristas, incluindo os exércitos ocidentais.

Israel – O ministro da Construção de Isael, Yoav Galant, membro do gabinete de segurança, afirmou que o ataque contra a Síria é “uma mensagem importante dirigida ao eixo do mal constituído por Irã, Síria e Hezbollah [grupo terrorista xiita libanês] “.

Rússia – “Com as suas ações, os EUA pioram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria”, disse o presidente Vladimir Putin, em comunicado divulgado pelo Kremlin. Ao contrário do que se esperava, não anunciou um contra-ataque, preferindo convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Turquia –  O porta-voz do governo, Bekir Bozdag, fez o seguinte anúncio: “A Turquia tem uma posição clara sobre a Síria. A Turquia se opõe ao uso de armas químicas e convencionais, conflitos internos, a morte de pessoas e pressão sobre as pessoas para deixar suas casas, vindas de todos os grupos terroristas na Síria.”

Apesar da proximidade turca com a Rússia, o gabinete do presidente Erdogan ficou ao lado dos EUA, enfatizando que “apoiamos a solução, a paz e a integridade territorial da Síria, o mais rapidamente possível. Este ataque não foi perpetrado contra a Síria, mas contra o regime [de Assad]”.

Irã – O líder supremo (religioso e político) aiatolá Ali Khamenei, afirmou: “O ataque desta madrugada contra a Síria é um crime e declaro que o presidente americano, o presidente francês e a primeira-ministra britânica são criminosos”.

China – O porta-voz do Ministério das Relações Estrangeiras chinês, Hua Chunying, emitiu um comunicado dizendo: “Qualquer ação militar unilateral sem o aval do Conselho de Segurança é contrária aos propósitos e princípios da Carta da ONU e viola os princípios e normas básicas do direito internacional […] A China apela a todas as partes para que ajam conforme o direito internacional e para que resolvam a crise através do diálogo e da negociação”.

Iraque – “Esses ataques são uma oportunidade para o terrorismo se desenvolver na região […] São muito perigosos e ameaçam a segurança e a estabilidade da região”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraquiano, Ahmed Mahjub.

Egito – O governo egípcio manifestou uma “grande preocupação”, temendo “as consequências para a segurança do povo sírio e a ameaça aos entendimentos já alcançados”.

Arábia Saudita – O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Jubeir, anunciou que “A Arábia Saudita oferece seu pleno apoio aos ataques lançados pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido na Síria, porque constituem uma resposta aos crimes do regime sírio”.

Também anunciaram apoio aos EUA, Japão, Austrália e Bélgica. Com informações das agências internacionais




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