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Ataques violentos contra cristãos na Índia são constantes

Onda de perseguição na Índia coloca fiéis em estado de alerta


Cristãos indianos
Cristãos indianos

Entre 2 e 15 de julho, os cristãos da Índia sofreram 16 ataques, resultando em igrejas queimadas, pastores presos e fiéis agredidos.

Segundo a ONG International Christian Concern (ICC), que documenta casos de perseguição religiosa no mundo todo, o cronograma da violência começou quando 150 cristãos estavam reunidos para oração na aldeia de Raikashipur, estado de Uttar Pradesh. Mais de 20 cristãos ficaram gravemente feridos no ataque, incluindo vários que estão hospitalizados.

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Em 6 de julho, seis cristãos foram forçados a voltar ao hinduísmo no distrito de Kunti, no estado Jharkhand. No mesmo dia, seis famílias cristãs de um vilarejo perto de Ranchi, capital de Jharkhand, receberam ameaças de morte caso não abandonem sua fé cristã.

No dia seguinte, 25 cristãos no distrito de Dumka, também no estado de Jharkhand, foram presos, acusados falsamente de tentarem fazer “conversões forçadas”, o que é ilegal no país. Dezesseis cristãos ainda estão presos apenas por terem participado de um evento de evangelização ao ar livre.

Dia 8 de julho, radicais hindus atacaram um pastor, sua esposa e três outros cristãos na aldeia de Paguthampalayam, no estado de Tamil Nadu. Após o ataque, quatro cristãos da igreja foram presos pela polícia após os radicais apresentaram queixas policiais contra eles.

Na mesma data, um grupo de aproximadamente 150 radicais hindus, invadiu uma igreja na vila de Bommalaramaram, estado de Telangana, e agrediu o pastor e outros membros da igreja. Depois de duas horas, eles forçaram o pastor interromper a construção de sua igreja.

Em 9 de julho, o pastor Sabu Thomas estava orando com uma família dentro de casa quando a polícia chegou e o prendeu, acusando-o de promover “conversão forçada”.

Quatro dias depois, o pastor Thomas George e sua esposa foram falsamente acusados ​​de promover conversões forçadas em Rajnandgaon, no estado de Chhattisgarh.

Pedindo que a cidade seja “livre de cristãos”, dia 14 de julho, o prédio da igreja na aldeia de Sangameswar, estado de Telangana, foi demolido por hindus que se opunham a presença cristã ali. Ao mesmo tempo, no estado de Madhya Pradesh, radicais hindus apresentaram queixas falsas sobre dois pastores, exigindo que a polícia encerrasse todas as atividades cristãs na área.

Além disso, em 15 de julho, uma igreja localizada em Santkabeer Nagar, estado de Uttar Pradesh, foi atacada e os fiéis saíram feridos. Poucas horas depois, em Rajendra Nagar, no estado de Chhattisgarh, hindus invadiram uma igreja e espancaram homens, mulheres e crianças que estavam participando do culto. Para piorar a situação, foram ainda mais agredidos na delegacia de polícia.

A ICC declarou que todos esses eventos “demonstram um crescente sentimento anticristão na Índia” e lamenta que as autoridades, além de não fazer nada para impedirem a violência, em alguns casos ainda participaram dela.

Essa onda de perseguição deixa em estado de alerta os cristãos do país, parte de uma das Igrejas mais antigas do mundo. No sul da Índia, segundo a tradição, está o túmulo do apóstolo Tomé, que teria sido o primeiro a pregar a Jesus no país, no primeiro século.



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