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Ativistas LGBT impedem divulgação de cruzada evangelística, alegando “discurso de ódio”

Franklin Graham lembra que o Evangelho "ainda ofende as pessoas hoje"


Franklin Graham
Franklin Graham ministrando em cruzada. (Foto: Facebook)

O pastor Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, fará uma cruzada evangelística em Lancashire, Inglaterra em setembro, como parte do chamado “Festival da Esperança”.

A organização contratou uma empresa para colocar anúncios nos famosos ônibus de dois andares que circulam na Inglaterra com as datas e o nome de Graham. Ativistas LGBT logo fizeram protestos, exigindo que a empresa Blackpool Transport não fizesse a divulgação.

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Reprodução: Facebook

Em nota, a Blackpool Transport anunciou: “Após o feedback dos clientes e as reações nas mídias sociais, verificamos que há uma grande tensão, por isso tomamos a decisão de remover todos os anúncios relacionados ao ‘Festival da Esperança’ com efeito imediato. Devolveremos a quantia já paga à empresa de publicidade”.

A cruzada de Franklin Graham está programada para o Winter Gardens de Blackpool entre 21 e 23 de setembro. Embora o foco seja a pregação do Evangelho, ele vem sendo massacrado pelos ativistas e pela imprensa local por causa de suas conhecidas posições sobre o casamento gay e o islamismo.

“Discurso de ódio”

No início do ano, milhares de pessoas assinaram uma petição online tentando impedir o evangelista de entrar no Reino Unido.

A petição é endereçada à secretária de Estado para os Assuntos Internos, Amber Rudd. Os responsáveis por ela reclamam que os comentários de Franklin sobre os LGBTs e os muçulmanos, promovem o “discurso de ódio”.

A postura pública do evangelista é conhecida. Ele não se preocupa com o discurso politicamente correto e classificou diversas vezes a prática homossexual de pecado e alertou que os islâmicos estavam adorando a um “falso deus”. Por causa disso, foi taxado repetidas vezes de “homofóbico” e “islamofóbico”.

Alguns pastores anglicanos, adeptos da teologia liberal, que aceitam o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo e consideram os muçulmanos seus ‘irmãos’, disseram que não se sentem representados no evento. Eles fazem parte do mesmo grupo que tentou impedir, no início do ano, a visita de Donald Trump ao Reino Unido.

A postura conservadora de Franklin Graham é bastante conhecida. Contudo, ele nega os rótulos atribuídos a ele. A Bolsa do Samaritano, braço de ação social do seu ministério, muitas vezes ofereceu comida e cuidado médico a crianças de países muçulmanos, como o Iraque.

Em entrevista para a revista Premier, o pastor ressaltou que não vai à Inglaterra para pregar contra o Islã ou os gays.

“Eu não estou vindo para pregar ódio, estou aqui para pregar sobre o salvador, Jesus Cristo que pode fazer a diferença em nossas vidas se depositarmos nossa fé e confiança Nele. Não vamos pregar contra ninguém, estamos aqui para falar sobre Deus”, afirmou Graham.

O evangelista, contudo, lembra que o próprio Jesus Cristo “ofendeu muitas pessoas” e que o Evangelho “ainda ofende as pessoas hoje”, mas que não é uma mensagem de ódio, como alegam seus críticos. Com informações Christian Post




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