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Austrália quer obrigar padres a violarem o sigilo da confissão

Nova lei é considerada um ataque à liberdade religiosa


Confissão
Confissão. (Foto: Reprodução / Youtube)

Em países da chamada cultura ocidental – de base judaico-cristã – os ataques contra a liberdade religiosa ocorrem de forma dissimulada. Um dos casos mais recentes é o anúncio do governo da Austrália sobre uma lei que obrigaria os sacerdotes católicos a violarem o segredo da confissão.

A nova lei sendo debatida serviria como uma maneira de forçar os padres a denunciarem abusadores de crianças. A lógica por trás disso, no entanto, ignora questões teológicas e tradições muito antigas.

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Também não oferece garantias que o governo tomará as devidas providências para garantir a segurança das crianças em outros ambientes. Afinal, as estatísticas comprovam que o maior número de abusos ocorre justamente dentro de casa, nas mãos de familiares.

O argumento da liderança católica é que as autoridades pretendem atropelar seu direito à liberdade religiosa e violarem sua consciência, porque, se desobedecerem, os padres poderiam ser punidos e até presos.

A Igreja Católica acredita ainda que os penitentes deixariam de ter garantido o segredo daquilo que confessam a Deus mediante o sacerdote. O que seria uma violação grave do que consideram um sacramento sagrado.

O contexto da proposição da lei são os seguidos escândalos que ocorreram dentro da Igreja, algo que as lideranças católicas argumentam que estão combatendo com celeridade. Eles citam, por exemplo, as medidas anunciadas pelo papa Francisco que atingiram países inteiros, sendo o caso mais recente a mudança de todos os bispos do Chile por conta do fracasso deles em combater os abusos.

Caso a lei seja aprovada na Austrália, poderá mudar novamente a relação da Igreja Católica com as autoridades. Ano passado, o casamento gay foi legalizado no país, apesar da extensa campanha católica para que isso não acontecesse.

Dom Christopher Charles Prowse, arcebispo de Canberra, a capital do país, afirmou que “o governo ameaça à liberdade religiosa ao tentar mudar o sacramento da confissão ao invés de melhorar a segurança das crianças. Infelizmente, romper o segredo da confissão não impedirá o abuso e não ajudará em nossos esforços contínuos para melhorar a segurança das crianças nas instituições católicas”.

Ademais, segundo os dogmas da Igreja Católica, o sacerdote que viola o sigilo da confissão incorre em excomunhão automática, que só pode ser abolida pelo papa. Por isso, muitos padres e bispos australianos já anunciaram que estão dispostos a ser presos se esse for o custo para que mantenham inviolável o segredo confessional. Com informações Aleteia



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