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Autoridade Palestina: “nunca iremos parar de pagar os salários dos terroristas”

Porta-voz da AP diz que nova lei de Israel sobre repasse de fundos é "declaração de guerra"


Mahmoud Abbas
Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, é recebido com festa após retornar da reunião da ONU. (Darren Whiteside/Reuters/VEJA)

Esta semana, o Knesset, parlamento de Israel, aprovou uma nova lei que congela parcialmente os valores de impostos transferidos mensalmente à Autoridade Palestina (AP). A legislação visa debitar do montante o total de fundos pagos às famílias dos “mártires palestinos” no ano anterior.

O argumento de Israel é que as pessoas beneficiadas são familiares de palestinos que morreram ou estão presos por realizaram atentados contra Israel. Portanto, são terroristas. Segundo os membros do Knesset, esse pagamento sempre foi uma “expressão de apoio a atos de terror”.

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O repasse mensal à AP é cerca de 130 milhões de dólares. Os deputados israelenses Elazar Stern e Avi Dichter, que propuseram a lei, lembram que existem aproximadamente 35.000 famílias palestinas que recebem a verba do chamado “fundo dos mártires” e que os pagamentos são um estímulo para que atentados terroristas continuem acontecendo.

Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do líder palestino Mahmoud Abbas, afirmou que Israel está cruzando “a linha vermelha” e que a decisão “é uma declaração de guerra ao povo da Palestina, seus defensores, prisioneiros, aos que pereceram porque carregavam a bandeira de liberdade para o bem de Jerusalém e o estabelecimento do Estado Palestino independente”.

Fundo dos mártires

Nesta quarta (4), lideranças palestinas deixaram claro que “nunca pararemos de pagar salários às famílias de prisioneiros e mártires”. Eles reclamam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está tentando “destruir economicamente a Autoridade Palestina”.

O ministro da defesa de Israel, Avigdor Liberman, anunciou que estavam criando o Departamento Nacional de Combate Econômico ao Terror, responsável pela aplicação da nova lei e monitorando a atividade econômica das organizações terroristas tanto em Israel quanto no exterior.

Liberman afirmou que “A guerra ao terror é baseada em dois pilares: segurança e economia. Estamos trabalhando para eliminar o terrorismo por meios militares e, ao mesmo tempo, secar suas fontes de financiamento”.

Para 2018, a verba destinada ao “fundo dos mártires” palestinos é de 7% do orçamento da AP, totalizando US$ 328 milhões (cerca de 1.2 bilhão de reais). Tanto Estados Unidos quanto Austrália já reduziram a ajuda enviada à Autoridade Palestina por causa da falta de transparência com que o dinheiro era utilizado, e pediram o fim do patrocínio aos terroristas. Com informações de YNet, Israel National News e CBN



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