Bancada evangélica decidirá rumos do projeto da “Escola sem Partido”

Iniciativa proíbe professores de propagarem ideias políticas ou religiosas em sala de aula


Bancada evangélica decidirá rumos do projeto da "Escola sem Partido"

O Projeto de Lei 867/2015, mais conhecido como “Escola sem Partido” possui várias propostas que versam, entre outras coisas, sobre a proibição dos professores de propagarem ideias políticas ou religiosas em sala de aula. Para desespero das vertentes esquerdistas da Câmara, quem comandará os trabalhos da comissão especial que analisa a proposta são membros da bancada evangélica.

O presidente eleito nesta quarta-feira (19/10) foi o deputado Marcos Rogério (DEM/RO), enquanto a vice-presidência ficou com o deputado Pastor Eurico (PHS/PE) e o deputado Flavinho (PSB-SP) será o relator.

Essa comissão irá analisar pelo menos cinco projetos que tratam do assunto. Para facilitar os debates e evitar duplicação de esforços, foram pensados ao texto os projetos de lei 7181/2014, 867/2015, 1859/2015, 5487/2016, 6005/2016. A proposta do deputado Rogério Marinho (PSDB/RN) é a mais incisiva, pois prevê detenção para docentes quem tentarem doutrinar os alunos.

O assunto ganhou atenção dos brasileiros nos últimos meses, principalmente após a “ocupação” de escolas em vários estados onde visivelmente os professores induziram os alunos a repetir um discurso ideológico de fundo marxista.

Caso seja aprovado, o “Escola sem partido” defenderá que a educação atenda aos princípios de neutralidade e garantirá o pluralismo de ideias. A comissão, composta por 30 membros titulares, pretende realizar audiências públicas sobre o assunto. Descontentes com o projeto, até o momento, PT e PCdoB não indicaram seus representantes.

Objetivo é proteger a educação

Falando ao Gospel Prime, o deputado Marcos Rogério diz estar ciente “do grande prejuízo que a ideologização causa na formação de nossas crianças”, mas afirma que os deputados terão “a cautela de não engessar a liberdade de ensinar do professor”.

Ele acredita que, ao contrário das críticas que o projeto recebe da ala esquerdista da Câmara,  o resultado será “um texto o mais adequado possível aos interesses da boa educação…  livrando nossas crianças de doutrinação ideológica e valorizando o bom professor, como determina o artigo 206 da Constituição Federal”.

O vice-presidente, pastor Eurico, afirmou ao Gospel Prime que o objetivo é proteger a educação no Brasil. “Estão usando as escolas para fins partidários, e precisamos pensar melhor na educação. Independentemente da sigla do partido, nossa luta é para que a escola seja sem ideologias partidárias. Nossa luta é para que os estudantes sejam respeitados em todos os aspectos”, asseverou.