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Bernardo Küster produz filme sobre os males da teologia da libertação

Documentário "Eles Estão no Meio de Nós" quer mostrar como combater os "padres comunistas"


O nome do ativista paranaense Bernardo Pires Küster já é bem conhecido no meio conservador brasileiro. O tradutor e jornalista tem usado seus vídeos semanais como uma ferramenta de denúncia sobre a infiltração dos ideais comunistas no meio católico. Também procura fazer importes alertas sobre os avanços de agendas como a imposição da ideologia de gênero e a legalização do aborto.

Agora, ele pretende dar um passo adiante e está produzindo, junto com Viviane Princival um documentário. O longa-metragem “Eles estão no meio de nós”, segundo Küster, pretende colocar “uma pá de cal na teologia da libertação”. Seu alvo, como nos vídeos, é expor “os padres e bispos comunistas”.

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Em entrevista ao Gospel Prime, ele explica que a opção pelo filme se deu, principalmente, “porque os vídeos do YouTube têm uma permanência de visualização e de permeabilidade na rede muito pequena se comparados a um filme”.

Defende ainda que o formato permite a construção de uma narrativa mais longa e detalhada, que não foge do estilo das denúncias que ele vem fazendo até agora. O agora cineasta acredita que uma produção cinematográfica “entra para história, fica marcado, pois as pessoas compram DVD e vai para as plataformas digitais”.

Realizado no sistema de financiamento coletivo, os detalhes da produção podem ser conhecidos em seu site oficial. AQUI

Influência sobre os evangélicos

Historicamente, a raiz da teologia da libertação é a mesma da teologia da missão integral, popular até hoje em alguns segmentos evangélicos.

“É engraçado que apesar da a ‘teologia da libertação’ ter nascido oficialmente com esse nome em 1968 – e logo surgiram os livros do Gustavo [teólogo católico peruano] Gutierrez Gutiérrez e do [brasileiro] Leonardo Boff – o ex-pastor protestante presbiteriano Rubem Alves tinha publicado nos Estados Unidos uma tese com esse nome”, lembra,

Porém, acabou tendo o título mudado pelo seu orientador para “Teologia da Esperança”, seguindo o pensamento então em voga do teólogo reformado alemão Jürgen Moltmann. Conforma destaca Küster, “a primeira pessoa que deu esse nome então foi o Rubem Alves, um protestante, mas quem deu o corpo e forma conseguiu fazer com que se tornasse uma verdadeira corrente política dentro da fé católica foram os teólogos católicos latinos e, no Brasil, os irmãos Leonardo e Clodovis Boff, além do Frei Betto”.

Embora o filme não se debruçará sobre essa vertente, Küster destaca que “a Teologia da Missão integral é uma adaptação evangélica dessa leitura teológica, formando parte de uma ideologia progressista que está aí até hoje”.

Opção pelos pobres

“As pessoas dizem que veem na teologia da libertação a opção pelos pobres e que esse é o caminho de Jesus, mas o que ela carrega é a mesma promessa revolucionária do socialismo de um futuro maravilhoso na terra”, alfineta.

Estudioso de história e teologia, Küster acredita que a ‘Teologia da Libertação’ foi popular por um tempo, mas as pessoas se cansam dessa promessa vã. “O que precisamos é falar para as pessoas hoje é o Jesus Cristo que os está chamando para a salvação, a redenção, a santidade e a vida em comunhão com ele. A vida do cristão não deve ser só perto dos pobres, é perto de todos”.

Salvação das almas

Apesar de ter recebido muitas críticas quando fez vídeos denunciando posicionamentos da CNBB, Küster não se preocupa quando é chamado de “herege” ou de “inimigo da CNBB”, como já ocorreu.

“Segundo o catolicismo, para te identificar com uma heresia você precisa seguir nela constantemente e precisa ser chamado atenção várias vezes sobre ela”, lembra. “Nem o Leonardo Boff, que foi chamado atenção pelo Vaticano acabou sendo chamado oficialmente de herege, ainda que o seja”, rebate.

Ele lembra também que “a CNBB não faz parte da hierarquia da igreja e não é uma instituição Divina”. Portanto, sua postura é clara: “eu não eu não quero ser inimigo da CNBB, quero ser inimigo daqueles que querem destruir a igreja e se aproveitar dela para o movimento político”.

“Eu luto pela verdade, pelo bem das pessoas e pela salvação das almas. A única pessoa a quem eu devo prestar conta é Deus”, enfatiza.

Resultados da militância

Após a grande repercussão de seus vídeos, ele diz que vê resultados práticos dessa militância online. “Vejo as pessoas acordarem, porque a teologia da libertação se tornou a muitos anos o ar que a gente respira no Brasil e na América Latina como um todo. Elas estão percebendo que estão estão sendo enganadas há muito tempo, pois estão se aproveitando da boa-fé dessas pessoas para promover um projeto político”, assevera.

Isso deverá aumentar com a divulgação do filme. “Iremos apresentar a história da teologia da libertação, contando sua origem e daremos algumas soluções contra ela que as pessoas poderão implantar localmente onde elas vivem”, acredita.

Mãe do PT

Encerra dizendo que “Nossa expectativa é colocar uma pá de cal na teologia da libertação, que em 2018 completa 50 anos de existência no nosso meio. Queremos ver as pessoas  readquirirem a consciência do que é a Igreja. Afinal, a teologia da libertação junto com alguns intelectuais e parte da mídia construíram o PT e os sindicatos. Formaram a esquerda nacional! O Lula mesmo admitiu que, se não fosse a teologia da libertação, ele não seria nada, então é preciso, junto com a Lava Jato e com movimento conservador, atacar nesse meio”.



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