Revista Veja aborda sucesso da “literatura espiritual”

“Ágape”, livro do padre Marcelo abre espaço para mais livros do gênero


Capa da revista Veja aborda sucesso da "literatura espiritual"

A revista Veja esta semana (edição 2258), publicou com alarde, na reportagem de capa, o sucesso do livro “Ágape”, do padre Marcelo Rossi. Com o título “O milagre da leitura”, a revista aborda o atual sucesso de autores brasileiros. Vários títulos nacionais estão entre os mais vendidos nas livrarias.

A reportagem dá espaço para os vários temas desses livros, incluindo Espiritualidade, Autoajuda, Entretenimento, História, Biografia, Adolescência e Ciência.



O editorial destaca “os resultados auspiciosos do censo encomendado ao Upea pela Câmara Brasileira do Livro. Os dados mostram que, de 2009 para 2010, o número de exemplares impressos no Brasil bateu em quase 500 milhões, com um crescimento de 23%.”

Embora quase metade desses livros sejam os didáticos, comprados todo ano pelo governo, não se pode ignorar a força da alguns títulos.

O principal deles, e por isso mesmo capa da revista, é “Ágape”, publicado pela Editora Globo, que vendeu mais de 7,5 milhões de exemplares desde que foi lançado, em agosto de 2010. Somente em 2011 foram 5,6 milhões exemplares comercializados em duas edições, uma delas em brochura, com preço mais acessível.



Para fazer sucesso, “tem de suar a batina”, afirmou o padre que além de ter se consagrado como cantor, agora é autor de um dos maiores best sellers brasileiros, que em breve deve ganhar versões em outras línguas. Nunca, segundo a revista, um título nacional ou estrangeiro havia vendido tanto em tão pouco tempo – não à toa, Rossi é chamado pela reportagem de “o autor do século”.

Para o padre, “‘Ágape’ é um livro de cabeceira. As pessoas querem tê-lo à mão na hora de rezar”. Ele também fala sobre sua motivação para escrever. Ele teve uma lesão no pé esquerdo, que o obrigou a andar de cadeira de rodas. “Tive uma semidepressão, mas era obrigado a sofrer calado, porque sou padre”, revelou.



Um dos segredos do sucesso dessa obra religiosa é ter poucas páginas (128), letras grandes e preço baixo. O padre fala sobre Ágape, palavra grega para amor, falando do amor divino ressaltando sua importância na vida cotidiana através de exemplos de grandes personalidades caridosas. O livro ainda conta com orações e partes selecionadas do evangelho.

Na área da espiritualidade, segundo a revista, outro sucesso inegável é Zíbia Gasparetto, autora de livros como “Ninguém é de ninguém “. Zíbia é uma escritora espírita, ou seja, seus livros são “ditados por entidades de luz”. Ela já vendeu mais de 16 milhões de exemplares.

Embora o público evangélico seja um grande consumidor de livros, nenhuma obra ou editora é mencionada por Veja. Aparentemente, assim como aconteceu com o mercado fonográfico, a força dos “consumidores evangélicos” só ficará evidente quando as grandes empresas e a mídia secular se interessarem por eles.

A revista também destaca o sucesso de escritores como Nelson Motta, Thalita Rebouças, Leandro Narloch, Laurentino Gomes, Augusto Cury, Roberto Shinyashiki, Jô Soares, Eduardo Sphor, André Vianco e Ana Beatriz Barbosa da Silva. Segundo a reportagem, a combinação de livros mais baratos, aumento do interesse do brasileiro pela leitura e competência dos autores em conquistar o público explica o bom desempenho de vários títulos.




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