MENU

Cidade americana censura sermões contra a homossexualidade

Prefeitura de Houston, Texas, afirma que revisará sermões em busca de “discurso homofóbico”


Uma decisão das autoridades de Houston, Texas, causou enorme repercussão junto aos cristãos americanos. Depois de empresas serem proibidas de se recusar a prestar serviço a casais homossexuais, agora pastores precisão submeter seus sermões, para averiguação de “discurso homofóbico”.

A batalha jurídica entre liberdade de expressão e direitos humanos atingiu um novo patamar. O governo da cidade está investigando cinco líderes religiosos, por isso requereu cópias dos sermões pregados nas suas igrejas, após receber denúncias de que haveria censura ao “estilo de vida gay”. O recado é claro: os pastores ou padres que se manifestarem do púlpito contra o público LGBT terão de responder juridicamente por discriminação.

Leia mais

Em maio, a prefeitura emitiu um decreto-lei, que permite que indivíduos transgêneros possam fazer queixa-crime se sentirem-se discriminados de alguma maneira. A justificativa oficial é que a cidade precisa oferecer maiores proteções aos cidadãos que sentem-se prejudicados por causa de sua “orientação sexual” e “identidade de gênero”.

As intimações judiciais, emitidas no mês passado, foram assinadas por Annise Parker, que é a primeira prefeita abertamente gay de uma grande cidade dos EUA. Por sua vez, cerca de 400 pastores de Houston estão buscando a suspensão do decreto municipal que limitaria sua liberdade. Arrecadaram mais de 20 mil assinaturas em uma petição que pede a revisão dos termos.

Os pastores Hernan Castano, Dave Welch, Magda Hermide, Khanh Huynh e Steve Riggle, que foram os primeiros a receber a intimação, juntaram-se num processo contra a prefeitura.

Erik Stanley, advogado ligado à Aliança em Defesa da Liberdade (ADL), organização jurídica conservadora que representa os pastores, disse em um comunicado que a prefeitura de Houston “Iniciou uma caça às bruxas, e estamos pedindo ao tribunal para colocar um fim a isso.” Já a advogada Christina Holcomb classificou as normas municipais de “uma inquisição projetada para abafar qualquer crítica”.

Para o advogado da cidade, Dave Feldman, o fato de as igrejas terem recolhido assinaturas muda a configuração do processo. “Se optaram por fazer isso dentro da igreja, a partir do púlpito, torna-se um discurso político, então não será mais protegido.” Com informações Charisma News e The Blaze



Assuntos:


Deixe seu comentário!


Mais notícias