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Cientista alerta para os perigos do evolucionismo teísta

Aceitar a teoria da evolução no meio cristão pode comprometer a fé genuína


Nahor Neves de Souza Junior
Nahor Neves de Souza Junior. (Foto: ASN / Dina Karla Miranda)

Depois que o Papa Francisco afirmou que a Teoria da Evolução é real e criticou a interpretação das pessoas que leem Gênesis achando que Deus “tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas”, levantou-se uma questão: é possível mesmo harmonizar a teoria da evolução e o criacionismo? De acordo com Nahor Neves, um dos mais ativos divulgadores do criacionismo, doutor em Geogenia e diretor da sub-sede do Geoscience Research Institute, no Brasil, a união das duas teorias é um casamento impossível.

“Se o evolucionismo é uma teoria científica e eu sou um cientista cristão, sinto-me impelido a conciliar a minha crença na Bíblia, e em Deus, com a evolução. A partir daí então surge o evolucionismo teísta, uma tentativa de compatibilizar a narrativa bíblica de Gênesis com o próprio evolucionismo”, disse.

O criacionista explica a doutrina evolucionista como “uma estranha e ineficaz combinação de determinados argumentos científicos com conceitos extraídos do naturalismo ontológico”, caracterizando assim um paradigma e não uma teoria cientificamente comprovada. “Assim, não há como harmonizar o evolucionismo com o paradigma criacionista das origens. O casamento entre evolucionismo e criacionismo, eu não diria que é perigoso, mas que é impossível”, define.

Nahor afirma que “tentar ajustar as duas coisas é um absurdo. Alguns tentam fazer isso, mas não tem como. Não é possível associar um com o outro”. Aceitar a teoria da evolução no meio cristão parece ter sido uma forma confortável, para alguns, de tornar a fé mais racional, mas os resultados já começam a aparecer.

Ele também acredita que tanto o discernimento bíblico como o científico de alguém podem ser comprometidos tentando unir as duas teorias. “Ele pode ter uma experiência pessoal com Deus, mediante a influência de textos da Bíblia que realmente modificaram sua vida. Mas, corre o risco de transformar as declarações bíblicas das origens em narrativas não literais ou mitológicas. Fazendo isso, o pecado vira uma alegoria também. O plano da redenção, que está esboçado em Gênesis 3.15, também não seria uma realidade. Ele acaba comprometendo a Bíblia como um todo”, alerta o cientista.

Segundo Nahor, muitos cientistas não enxergam realmente a influência da componente filosófica (ateísta) do evolucionismo, porque seus conceitos e argumentos são travestidos de uma roupagem ‘científica’ como se fossem leis ou fenômenos naturais que ocorrem ocasionalmente. “Mas não são. Eles estão no campo da imaginação. Só que são descritos e associados a conhecimentos das coisas como ocorrem hoje e essa mistura é tão bem construída, na forma de uma doutrina, que infelizmente convence a muitos”, conclui.




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