Comunistas passam a ser considerados terroristas, nas Filipinas

Presidente Duterte diz que o Partido Comunista gerou "medo e pânico generalizado e extraordinário" na população


Comunistas passam a ser considerados terroristas, nas Filipinas

O presidente da Filipinas, Rodrigo Duterte, declarou formalmente no início de dezembro que os comunistas que participam de grupos guerrilheiros são terroristas. Esse foi um movimento corajoso de Duterte, que não vê chance de paz com os insurgentes.

Em entrevista coletiva, o porta-voz presidencial, Harry Roque, confirmou que o líder filipino assinou uma resolução oficial que coloca o Partido Comunista e seu braço armado, o Novo Exército do Povo, na lista de organizações terroristas que operam no país.

Isso coloca ambas as formações sujeitas à lei antiterrorista das Filipinas. A resolução permitirá que sejam presos todos que ajudarem a financiar o movimento comunista. O próximo passo deverá ser banir toda forma de manifestação comunista no país.

A decisão vem na esteira do fracasso nas negociações para encerrar uma guerra que dura décadas. Para o presidente, o Partido Comunista gerou na população uma situação de “medo e pânico generalizado e extraordinário”.

O líder do Partido Comunista da Filipinas, José María Sison, vive exilado na Holanda. Ele mantém a tradição dessa luta que já deixou mais de 40 mil mortos nas últimas cinco décadas. O Exército do Povo possui atualmente cerca de quatro mil membros.

No mês passado, dois atentados da guerrilha comunista mataram soldados, um policial e uma criança de quatro anos e feriram vários civis. Isso influenciou a decisão de Duterte, conhecido por sua postura firme contra traficantes e jihadistas islâmicos que operam no país.

Exército atento

Desde 30 de junho de 2016, o governo vinha conduzindo negociações de paz com a rebelião comunista. Eles chegaram a assinar um cessar-fogo dois meses depois e que durou até o início de fevereiro de 2017. Quando os comunistas violaram o acordo de forma unilateral, o governo filipino acirrou o combate. Na última proposta de paz, recusada pelos comunistas em 3 de novembro, o governo se dispunha a reintegrar os rebeldes na sociedade, subsidiando moradia e trabalho em troca da rendição.

O major-general Restituto Padilla, do Exército filipino disse em comunicado que “Esta proclamação claramente classifica e rotula o grupo pelo que eles realmente são. Agora podemos abordar sem qualquer hesitação, com todos os meios e recursos que temos disponíveis, o aumento das atividades de sabotagem criminosa e econômica desses terroristas”.

No início de seu mandato, como demonstração de boa vontade, Duterte libertou líderes comunistas da prisão, convidando-os a participar das negociações de paz. Agora, eles devem ser detidos novamente. Com informações de ABC e Reuters




Deixe seu comentário!