Conflitos de Gaza com Israel devem piorar nos próximos dias, prevê ONU

Putin se ofereceu para intermediar negociação de paz entre Israel e Palestina


Conflitos de Gaza com Israel devem piorar nos próximos dias

Após deixar 16 mortos e pelo menos mil feridos nos confrontos de palestinos na fronteira da Faixa de Gaza com Israel ontem, mais pessoas ficaram machucadas neste sábado (31) em novos embates.

Além disso, uma greve geral foi convocada para hoje nos dois territórios palestinos, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Ao longo do dia, milhares compareceram aos funerais das vítimas, empunhando bandeiras palestinas e gritavam por “vingança”.

A ONU teme que a situação em Gaza piore nos próximos dias. O subsecretário de Assuntos Políticos da ONU, Tayé-Brook Zerihoun, afirmou: “Existe o temor que a situação possa se deteriorar nos próximos dias. É imperativo que as crianças não sejam utilizadas como alvo”.

O porta-voz da ONU, Farhan Haq, leu um comunicado que diz: “Essa tragédia ressalta a urgência de revitalizar o processo de paz na região”

Vladimir Safronkov, adjunto da Rússia na ONU, afirmou que Moscou deseja sediar uma reunião para negociar a paz. “Confirmamos nossa disposição de oferecer uma plataforma russa para uma reunião de líderes israelenses e palestinos”, disse Safronkov diante do Conselho de Segurança.

Investigação da ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas fez uma reunião de emergência após os primeiros conflitos, mas não conseguiu chegar a um acordo sobre uma declaração conjunta. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, está requerendo uma “investigação independente e transparente” sobre os confrontos na Faixa de Gaza.

O presidente palestino Mahmud Abbas disse que as manifestações eram “pacíficas” e  condenou a “reação desproporcional” de Israel, convocando  a comunidade internacional para “intervir para garantir a proteção do povo palestino”.

Um porta-voz do Exército israelense rebateu, classificando os atos de “atividade terrorista organizada” e disse que tiros só foram disparados contra aqueles que incitaram maior violência. Há imagens de pessoas tentando colocar artefatos explosivos na cerca da fronteira. Israel citou como responsável o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza e protagonizou três guerras contra Israel desde 2008.

Quando foi divulgada a lista dos mortos verificou-se que há cinco pessoas considerados terroristas por Israel. “Afirmamos que 5 combatentes das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam estavam entre os 15 palestinos mortos ontem nos confrontos com o Exército israelense na Faixa de Gaza”, disse o comunicado oficial do Hamas.

O movimento nas fronteiras, chamado de “A Grande Marcha de Retorno”, teria como objetivo invadir a fronteira e chegar por terra até Jerusalém, que reclamam como sua capital. As lideranças palestinas afirmam que continuarão com protestos por 6 semanas, até o encerramento das comemorações dos 70 anos de independência de Israel. A abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém está programada para o dia 14.  Com informações das agências internacionais.




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