Coreia do Norte soltará pastor e missionário após pedido de Trump

Pelo menos três coreanos-americanos foram libertados de campo de trabalho


A rede Fox News noticiou nesta quarta-feira (2) que a Coréia do Norte libertará três coreanos-americanos que estavam em campos de trabalho forçado. Um deles é pastor.

Pelo Twitter, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou: “O governo anterior há muito tempo pediu que três reféns sejam libertados de um campo de trabalho norte-coreano, mas sem sucesso. Fiquem ligados!”. No início de abril, antes do anúncio oficial do fim da guerra entre as Coreias, Trump havia declarado que pediu a libertação dos prisioneiros.

Dentro de poucas horas foi confirmado que três homens de origem coreana, mas que possuem cidadania americana serão enviados para casa antes do encontro planejado entre o presidente Trump e o ditador norte-coreano Kim Jong Un, no final de maio.

Ainda não se sabe quando serão libertos, mas a agência de notícias Yonhap, da Coreia do Sul, divulgou que Kim Hak Song, Kim Dong Chul e Tony Kim foram transferidos para um hotel perto da capital Pyongyang.

Todos são evangélicos

Tony Kim, também conhecido como Kim Sang Duk, de 59 anos, foi professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang. Ele estava detido desde 22 de abril de 2017, acusado de “cometer atos criminosos de hostilidade destinados a derrubar o governo norte-coreano”. Ele é cristão, como todos os funcionários estrangeiros da Universidade, que é mantida até hoje por uma organização evangélica norte-americana.

Kim Hak Song, 55 anos, também trabalhou na Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang antes de sua detenção em 6 de maio de 2017. Ele foi preso, sob suspeita de cometer “atos hostis” contra o governo do país. Em entrevistas concedidas antes de ser preso, ele admitiu que seu trabalho como professor era uma maneira de conseguir ficar no país, mas que ele se via como um missionário.

Kim Dong Chul, 64 anos, foi preso em outubro de 2015 e cumpre um mandato de 10 anos com trabalhos forçados por “espionagem”. Ele é pastor e, em sua “confissão” pública, Kim admitiu ser culpado de tentar espalhar o cristianismo entre os norte-coreanos.

O secretário de Estado Mike Pompeo e o líder norte-coreano Kim discutiram a situação dos prisioneiros americanos, quando Pompeo visitou o país ainda como diretor da CIA.

Existe uma expectativa que a soltura desses três cristãos seja o prenúncio de uma abertura na Coreia do Norte na questão da liberdade religiosa.





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