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Crianças-bomba participaram de três atentados na Indonésia em nome do EI

Meninas de 9 e 12 anos foram usados pelos pais em ataques a igrejas


Família de Puji Kuswati
Uma antiga foto de família de Puji Kuswati e seus filhos, que realizaram atentados suicidas em Surabaya no domingo. (Foto: Facebook)

Três famílias, incluindo crianças pequenas, participaram de uma série de atentados em nome do Estado Islâmico na cidade de Surabaya, a segunda maior da Indonésia, em apenas 24 horas.

A Polícia Nacional confirmou nesta segunda-feira (14), que ontem pela manhã, uma família de seis pessoas se dividiu para os atentados em três igrejas. O marido e sua esposa usaram inclusive seus filhos, incluindo uma menina de 9 e uma de 12 anos, para detonar explosivos, matando 13 pessoas e ferindo pelo menos 40.

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Mais tarde, no que a polícia também descreveu como um incidente terrorista, uma mãe e sua filha de 17 anos foram mortas em Surabaya, quando uma bomba, construída pelo pai da família, explodiu antes da hora. A polícia encontrou o homem em casa, segurando um detonador. Ele resistiu à prisão e acabou sendo morto. O filho de 12 anos da família também estaria envolvido em um outro ataque terrorista, que acabou impedido após o acidente com a mãe.

O terceiro ataque, realizado esta manhã foi contra uma delegacia. Uma família de quatro pessoas, em duas motocicletas cheias de explosivos, se lançou contra o prédio, ferindo dez pessoas, incluindo quatro policiais.

Os quatro agressores morreram. Uma menina de oito anos que estava em uma das motocicletas caiu antes do impacto e sobreviveu. Ela é filha do casal de terroristas.

Tito Karnavian, porta-voz da polícia, disse aos repórteres que há fortes indícios que todos os envolvidos seguem uma orientação do Comando Central do Estado Islâmico, estando ligados ao grupo terrorista indonésio Jamaah Ansharut Daulah.

Explosão de bomba na igreja de Surabaya
Explosão de bomba na Surabaya Pantekosta Center. (Foto: Getty Images)

A Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo – cerca de 260 milhões – tem visto nos últimos meses o aumento da militância islâmica, à medida que pelo menos 500 de seus cidadãos que lutaram pelo EI na Síria e no Iraque voltaram para casa.

Crianças-bomba

O uso de crianças-bomba chocou até mesmo a população islâmica da Indonésia. Por enquanto, as autoridades só divulgaram o nome da família que atacou as igrejas.

O pai, identificado pela polícia como Dita Oepriarto, levou em uma van sua esposa Puji Kuswat e as duas filhas, de 9 e 12 anos, para a Igreja Evangélica Diponegoro. O trio entrou e detonou uma bomba.

Em seguida, Oepriarto levou a van para a Igreja Pentecostal Surabaya Centre, onde, de dentro do veículo, ele detonou outra bomba. Na mesma hora, seus dois filhos adolescentes, de 16 e 18 anos, entraram com motos-bomba na Igreja Católica de Santa Maria, onde se explodiram. Todos os membros da família morreram nos ataques.

Através de sua agência de notícias Amaq, o EI reivindicou a responsabilidade pelo que chamou de “ataques dos mártires” contra as igrejas. Embora não mencione o uso de crianças, a prática não é inédita. Em ataques de grupos associados, como o Boko Haram na Nigéria e no Camarões, essa tática desumana foi usada várias vezes no passado. Com informações de CNN



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