Crise derruba ofertas e teleigrejas pedem mais doações

IMPD, Plenitude e IURD são afetadas


Crise derruba ofertas e teleigrejas pedem mais doações

A crise econômica vivida pelo país está afetando as igrejas evangélicas. É uma das muitas consequências do desemprego galopante e da inflação “não oficial” que na prática, tem diminuído o poder aquisitivo da população.



Um dos exemplos claros disso é o fato de as igrejas que sempre defenderam a prosperidade estarem com dificuldades. A Igreja da Plenitude, por exemplo, ficou fora do ar no canal RBI durante uma semana. O motivo seria a falta de pagamento.

A Plenitude vem colocando a bispa Ingrid Duque (mulher de Agenor), para agradecer “a todos que ajudaram”. Também para insistir na necessidade de mais doações para que “a obra continue”.


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O levantamento do portal UOL indica que tanto a Plenitude quanto a Mundial estão aumentando o tempo em que seus pastores e líderes apelam aos fiéis para não deixar que os programas/canais saiam do ar.



A Igreja Mundial do Poder de Deus já perdeu quase a totalidade dos horários que comprava na RedeTV!. O motivo também é falta de caixa, o mesmo que estaria afetando a manutenção da Rede Mundial, sua emissora na TV fechada.

Na tentativa de reverter a tendência de queda, recentemente a igreja do apóstolo Valdemiro divulgou novas campanhas e “desafios”, onde pede aos fiéis valores entre R$ 200 e R$ 2000. O discurso, bastante conhecido, é a impossibilidade de manter a TV Mundial no ar e as rádios sem um novo aporte financeiro.



Ainda segundo o UOL, a Mundial tem pelo R$ 11 milhões mensais fixos a pagar, somando aluguéis de horários em TVs e rádios, juntamente com o aluguel de templos. Há diversos casos de alugueis atrasados pela Mundial em vários estados.

Mesmo com situação mais consolidada, a Igreja Universal do Reino de Deus não está livre de problemas. Desde o ano passado vem experimentando uma queda nas entradas todos os meses. Pastores ouvidos pela reportagem explicam que a orientação da igreja, no momento, é “entender o momento econômico”. Eles não planejam insistir em maiores doações nem lançar grandes “desafios” de fé.




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