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Cristãos e judeus se unem para orar juntos por Jerusalém

"Café da Manhã de Oração por Jerusalém" deverá ocorrer no Brasil em 2019


Imagem: JPB

Esta semana ocorreu a conferência “Jerusalem Prayer Breakfast” (JPB) em Orlando. Como o nome indica, trata-se de uma reunião de oração pela paz de Jerusalém, inspirado pelo mandamento bíblico do Salmo 122.

A iniciativa, que começou em 2017, tem apoio oficial do Knesset (Congresso de Israel). Liderada pelo deputado Robert Ilatov, presidente da Comissão de Aliados Cristãos do Knesset, seu objetivo é estreitar as relações dos cristãos com a cidade santa. O empresário Albert Veksler, co-fundador do JPB, explica que trata-se de um movimento de oração que reúne líderes políticos e religiosos para que as “nações se alinhem com os propósitos de Deus para Israel e Jerusalém”.

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Ele é evangélico e Ilatov, judeu. Após a promoção do JPB em Israel e nos Estados Unidos, a intenção é trazer o movimento para o Brasil em 2019, revelou Veksler ao Gospel Prime. O país é visto como uma prioridade especialmente depois que o presidente-eleito Jair Bolsonaro anunciou que irá mudar a embaixada brasileira para Jerusalém.

O evento em Orlando durou três dias (14-16/11) teve a participação do embaixador de Israel na ONU, Danny Danon. Ele contou que as Nações Unidas já assumiram uma postura claramente anti-Israel e que seu país tem, de fato, poucos aliados. Para o diplomata, é no meio dos cristãos que ele vê o apoio mais sincero.

“Na ONU, todos os dias eles culpam Israel. Eles nos condenam, duvidam da nossa conexão com Jerusalém e com o local sagrado [Monte do Templo]. Eu sei que estamos do lado certo da história, mas quando vejo todo apoio e amor que vocês dão à comunidade judaica fico inspirado em ver tantos amigos de Israel se unindo, orando juntos por nós”, afirmou.

Para o embaixador israelense, muito do que as pessoas pensam sobre Israel é fruto de uma visão distorcida, propagada pela mídia ocidental. “As pessoas deveriam se informar melhor do que acontece por lá”, opina. “As igrejas também não devem ter vergonha de defender Israel. Peço aos pastores que se levantem e mobilizem suas comunidades para falarem em favor de Israel. Estamos juntos nessa luta.”

Robert Ilatov (esq) e Albert Veksler (dir)

Profecia cumprida

Veksler, que é o diretor do JPB, também acredita que quando os cristãos e os judeus se unirem para clamar pela paz de Jerusalém, cumpre-se um propósito bíblico.

A ex-congressista americana Michele Bachmann, que é a vice-presidente do JPB nos EUA, disse que “Israel é o maior milagre da Bíblia”. Líder de um ministério de intercessão, ela lembra que “A Bíblia garantia que o estado judeu voltaria a existir. Somos testemunhas do cumprimento da profecia. Ezequiel profetizou que até Jerusalém voltaria às mãos dos judeus. Isso aconteceu 51 anos atrás, depois do fim da Guerra de 1967”.

Para ela, isso não deveria apenas nos dar mais fé nas promessas de Deus. “Deve servir para que tenhamos maior apreço pela Bíblia, pela autoridade da Palavra de Deus. Ainda há mais eventos por se cumprirem”, lembrou.

Michele Bachmann



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