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Cristãos ficam sem igrejas no Egito, mas mantêm a fé em Jesus

Autoridades egípcias fecham templos cristãos como forma de perseguição religiosa


Imagine sua igreja sendo fechada por policiais durante um culto de oração. No Egito, uma multidão enfurecida atacou uma igreja enquanto os fieis oravam. As autoridades exigiram o fechamento imediato.

Em algumas aldeias, não é fácil encontrar outra igreja para continuar adorando a Deus. Recentemente, centenas de egípcios enfrentaram essa questão quando suas igrejas foram fechadas. A equipe da Portas Abertas no país conversou com um dos pastores responsáveis para saber como ele iria proceder depois do ocorrido.

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Imagem: Portas Abertas

Igreja de aldeia rural no Egito

Estradas empoeiradas, crianças brincando, vacas e ovelhas nas ruas. Esse é o cenário de uma igrejinha egípcia de aldeia rural. Mas, atualmente, enquanto se ouve as orações diárias nas mesquitas, há silêncio nas igrejas cristãs.

“A vontade dos muçulmanos locais aqui é mais forte do que a lei do país”, disse um líder cristão da vila que mora na periferia. Por conta dos problemas recentes vividos com os vizinhos muçulmanos, ele tem medo de falar abertamente.

Quando o colaborador da Portas Abertas prometeu não mencionar seu nome, ele se sentiu mais à vontade. “Sentimos que não fizemos nada de errado, estávamos apenas orando”, disse.

“Estamos todos frustrados e indignados, mas não queremos vingança”, garantiu. Há alguns meses, os muçulmanos da aldeia descobriram que a igreja seria legalizada, mas que ainda não havia documentação. Isso pode ter sido o motivo que desencadeou o ataque que veio logo depois.

Violência contra os cristãos

“Um grupo de jovens muçulmanos se reuniu em frente à nossa igreja, gritando que eles não queriam ter uma igreja em sua aldeia. Eles quebraram janelas e destruíram algumas coisas”, conta o pastor.

Segundo ele, para os aldeões que têm carro é possível ir à igreja da vila vizinha. “Para quem não tem é preciso caminhar uma longa distância debaixo de um sol escaldante”, explica.

O outro problema é ter que enfrentar os garotos muçulmanos que atiram pedras nas crianças cristãs. “Quando é impossível ir à igreja eu incentivo os membros a ler a Bíblia e a assistir as programações e orações no canal cristão”, disse. Ele conta que teme que alguns possam desistir de sua fé ou que não recebam o apoio necessário.

O futuro da pequena igreja é incerto. O ambiente continua tenso, mas o líder afirmou que acredita no poder da oração. “Por favor, orem conosco para que a igreja seja reaberta”, ele pediu antes de se despedir. Com informações Portas Abertas

 



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