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Cristãos morrem apedrejados por muçulmanos no Quênia

Sobrevivente descreve ataque como "uma cena do Inferno"


Ataque a igreja no Quênia Reuters
Ataque a igreja no Quênia em 2012. (Foto: Reuters)

Cristãos foram apedrejados no Quênia em ataques nas mãos de uma multidão muçulmana que levaram a duas mortes. Sobreviventes descreveram o confronto como “uma cena do inferno”.

O enfrentamento ocorreu na cidade de Elwak, em 13 de setembro, mas apenas agora as informações foram divulgadas no ocidente pela ONG International Christian Concern. Segundo o testemunho, após três terroristas do Al-Shabaab serem presos pela polícia, radicais islâmicos decidiram culpar os cristãos, que são maioria no país.

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Jacob Mutua Mativo, um dos sobreviventes, forneceu detalhes do apedrejamento, explicando como ele e seus colegas estavam trabalhando na construção de um prédio quando viram que “um grupo de muçulmanos locais cercaram o canteiro de obras”.

Munidos de grandes pedras, pedaços de madeira e barras de ferro, começaram a agredir os trabalhadores cristãos que não tiveram como se proteger.

“Eu vi dois dos meus colegas caídos, havia sangue escorrendo de vários ferimentos”, disse Mativo. “Enquanto eu tentava pular a cerca, fui atingido na cabeça por uma enorme pedra afiada e um golpe com um pedaço de madeira quebrou meu braço esquerdo. Eu desmaiei. Isso é tudo que eu consigo lembrar.”

O cristão que sobreviveu ao ataque explica que eles não puderam dizer nada e que a multidão enfurecida “clamava pelo nosso sangue”.

Um pastor local, que conhecia os dois mortos, disse que eles eram pessoas tranquilas. “Não estamos seguros e este incidente mostra como os muçulmanos odeiam os crentes em Cristo. Sabemos que são os militantes armados do [grupo terrorista] al-Shabaab que matam pessoas, mas agora descobrimos que até nossos vizinhos muçulmanos próximos podem cometer atrocidades contra nós”, disse o pastor.

Ele lembra que os jihadistas do Al-Shabaab, que teve origem na Somália, há anos vem assassinando cristãos no vizinho Quênia.



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