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Cristãos perseguidos no Egito são nomeados para o Prêmio Nobel da Paz

É a primeira vez que um grupo etno-religioso recebe a honraria


Imagem: Morning Star News

Os cristãos coptas do Egito foram nomeados para o Prêmio Nobel da Paz de 2018. Vítimas de severa perseguição, eles são o primeiro grupo etno-religioso a receber a honraria.

Embora o comitê norueguês responsável pelo Nobel não divulgue os nomes dos indicados, organizações em defesa dos coptas estão anunciando a indicação. Cerca de 10% da população, a minoria cristã recebeu a nomeação por sua recusa em retaliar os constantes atos de violência que vem sofrendo.

Há 331 indicados para o Prêmio Nobel da Paz deste ano, que incluem 216 indivíduos e 115 grupos, tornando-se o segundo maior número de candidatos desde 2016, quando havia 376.

O ganhador do Prêmio da Paz será anunciado na sexta-feira, 5 de outubro, e a cerimônia oficial de aceitação do prêmio está marcada para dezembro. Caso os coptas sejam os vencedores, isso enviará uma forte mensagem a todo o mundo sobre a perseguição religiosa sofrida pelos cristãos, assunto constantemente ignorado pela grande mídia.

Níveis sem precedentes de perseguição

Em um comunicado divulgado após o anúncio da nomeação, a Coptic Orphans lembrou a perseguição que a Igreja tem sofrido no Egito desde 2011, quando os protestos da “Primavera Árabe” levaram à derrubada do ditador Hosni Mubarak.

“Os cristãos no Egito enfrentam atualmente ‘níveis sem precedentes de perseguição’. No ano passado, de acordo com o relatório, 128 cristãos egípcios foram mortos por sua fé e mais de 200 foram expulsos de suas casas “, disse a organização. “Apesar disso, os coptas sempre se recusaram a retaliar e continuarão a praticar a coexistência pacífica”.

Nos últimos anos, os cristãos coptas foram alvos de numerosos ataques violentos cometidos por extremistas islâmicos. Em abril de 2017, duas igrejas foram alvos de atentados a bomba coordenados, que deixaram 25 mortos. No mês seguinte, jihadistas atacaram um grupo de fiéis que estava a caminho de um mosteiro ao sul do Cairo, matando cerca de 30 pessoas.

No início deste ano, uma jornalista copta do sexo feminino chamada Engy Magdy documentou como a vida das mulheres cristãs no Egito era “um inferno”. “A maioria das mulheres muçulmanas no Egito usa um hijab [lenço sobre a cabeça] e, portanto, as que não usam são coptas. Isso significa que o egípcio acha que tem o direito de assediá-la, simplesmente porque a vê como uma prostituta e uma infiel.”

Com informações de PR News




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