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Cristãos são proibidos de fazer orações nas igrejas, em Mianmar

Pastores denunciam violência de grupo paramilitar comunista


Imagens: Reuters/Soe Zeya Tun

A minoria cristã em Mianmar está sendo forçada a assinar documentos onde se comprometem a não fazer orações em suas igrejas nem propagar sua fé em público, alertam pastores.

O pastor Lazarus, secretário geral da Convenção Batista do estado de Shan, explica que cerca de 100 cristãos da etnia Wa foram libertados pelos guerrilheiros do Exército Unificado do Estado de Wa (UWSA) depois que concordaram em obedecer a estas ordens. Eles estavam presos desde o início do mês.

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A partir de agora, os que assinaram o documento poderão reunir-se apenas em suas casas e fazer suas orações lá. Lazarus lembra que 92 cristãos da etnia Lahu permanecem em cativeiro. Dezenas de igrejas e escolas foram fechadas no último ano.

“Se não obedecerem, os cristãos enfrentarão mais perseguição pois serão monitorados de perto pelo Exército Unificado. A situação é preocupante”, disse ele.

Thang Cin Lian, pastor que atua como secretário geral da Convenção Batista de Mianmar, disse que estão preocupados com os irmãos de fé que permanecem presos e pediu orações por eles.

A UWSA, grupo armado oriundo do Partido Comunista, expulsou lideranças católicas da região dominada por eles em setembro. A acusação é que os membros do clero são “extremistas” porque produzem “conversões forçadas” sobre o s budistas. Os soldados vêm destruindo templos cristãos, alegando que são de uma “religião estrangeira”.

Os rebeldes acusam os cristãos de causar “instabilidade” no país, informou o jornal Myanmar Times.

Aaron Maung Maung Tun, um dos diretores da Convenção Batista Lahu, denuncia que a guerrilha comunista está usando as escolas cristãs que foram fechadas por eles como quarteis improvisados.

Segundo o ranking de perseguição da Missão Portas Abertas, Mianmar ocupa a 24ª posição. Menos de 10% da sua população é cristã.



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