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Cristianismo pode desaparecer na Faixa de Gaza, alertam líderes cristãos da região

Perseguição de muçulmanos e dificuldades sociais são causas para fugas


Igreja em Gaza
Igreja em Gaza

O número de cristãos que vivem na Faixa de Gaza, parte do território não contíguo palestino, teve um declínio acentuado, denunciam os líderes da igreja local. Para eles, os crentes que optam em ficar, apesar das dificuldades são “verdadeiros heróis”.

O bispo norte-americano Oscar Cantu de Las Cruces, revelou ao Serviço de Notícias Católicas que toda a população de Gaza sofre muito desde que o grupo terrorista Hamas passou a governar a área. Ao todo, 2 milhões de pessoas vivem na Faixa de Gaza. Em 2007, os cristãos eram 3000, seis anos atrás havia 1.700, hoje são apenas 130 católicos, o número de ortodoxos não é muito maior.

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“O número de cristãos em Gaza está caindo de forma drástica. É triste saber disso pois, obviamente, não há muitas oportunidades de vida para os jovens. Pouco encorajamento para eles ficarem”, disse Cantu. Ele reconhece que muitos, em especial os mais jovens, preferem ir embora dali quando surgem oportunidades. A maioria tenta vida na Jordânia ou algum país europeu.

Na semana passada, líderes cristãos celebraram uma missa especial na única catedral de Gaza, como parte do encontro anual, quando bispos de diversas partes do mundo se reúnem com grupos israelenses e palestinos em um esforço para promover a paz.

O arcebispo Stephen Brislin, da Cidade do Cabo, África do Sul, disse ser imperativo que a comunidade cristã continue a existir em Gaza, local por onde a Sagrada Família teria passado durante sua fuga para o Egito.

Os cristãos em Gaza seguidamente enfrentam perseguições da maioria muçulmana. Eles são proibidos de evangelizar e, muitas vezes, acusados de serem “aliados de Israel”. Para os líderes cristãos, eles correm o risco de desaparecer em poucos anos. Em 2017, por exemplo, foram registrados apenas três batismos, de filhos de cristãos.

A última grande manifestação foi em 2012, quando centenas de crentes organizaram protestos para mostrar como os afiliados do Hamas estavam sequestrando membros da comunidade cristã e forçando-os a se converterem ao islã.

Segundo o ranking da missão Portas Abertas, os Territórios Palestinos (Cisjordânia e Gaza) estão em 36º entre os 50 países com maior índice de perseguição ao cristianismo. Um decreto presidencial de 2008 reconhece oficialmente treze Igrejas na Palestina, entre elas a Igreja Católica de Roma, a Igreja Ortodoxa Grega e a Igreja Apostólica Armênia. As evangélicas não são oficialmente registradas, mas existem pequenas comunidades em Belém e Nazaré, na Cisjordânia. Com informações Christian Post



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