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Governo cubano diz que Bolsonaro é o “perigo que se aproxima”

Periódico estatal reclama da promessa de transferir embaixada brasileira em Israel


Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel
Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel. (Foto: Reuters)

O jornal estatal “Granma”, porta-voz do Partido Comunista Cubano desde a revolução liderada por Fidel Castro, comentou o rompimento do país com o Brasil por conta do programa Mais Médicos.

Os cubanos criticaram as posições do presidente eleito Jair Bolsonaro como um “perigo que se aproxima”. No artigo assinado pela jornalista Daina Caballero, o “Granma” mirou os projetos anunciados pelo presidente eleito na política externa, comparando-o com Donald Trump.

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“A política externa de Bolsonaro será um tema para ser acompanhado. Durante a campanha eleitoral, o político falou em proibir o ‘viés ideológico’ na diplomacia e até em sair da ONU”, lembra o jornal.

“Sem dúvida, outra maneira de seguir os passos do senhor do norte. Ele tem a intenção de imitar os movimentos que vem utilizando os Estados Unidos com a administração Trump”, provocou.

Para o Granma, a promessa de transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém e o fim do acordo que mantinha 11 mil médicos cubanos atuando no Brasil são reprováveis. Também lembrou as declarações polêmicas do então deputado federal sobre imigrantes, classificando-as de discurso “xenófobo e discriminatório”.

Embora acredite que Bolsonaro “afundará o país”, ao anunciar que pretende romper relações com Venezuela e Cuba, o jornal reconhece que a nova política externa brasileira impactará todo o continente. Finalizou dizendo que a postura do presidente eleito, a partir do ano que vem, fará “o gigante sul-americano [Brasil] enfrentar toda a América Latina”.



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