Denúncias ligam Marcos Pereira e Anthony Garotinho ao narcotráfico

O processo agora está como ação penal junto à Justiça do Rio de Janeiro


Denúncias ligam Marcos Pereira e Garotinho ao narcotráfico

O pastor Marcos Pereira das Silva, fundador da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), está sendo acusado de ter ligações com o narcotráfico do Rio de Janeiro. O religioso está preso desde maio do ano passado por estupro, processo que o levou a ser condenado a 15 anos de prisão. Mas se as novas denúncias forem investigadas e ele considerado culpado, a pena poderá ser ainda maior.

A revista ÉPOCA conseguiu acesso a uma denúncia contra Marcos Pereira que afirma que o pastor estaria aliado a traficantes da Vila Cruzeiro para criarem ataques em diversos pontos da capital fluminense.

A reunião teria acontecido na noite do dia 3 de outubro de 2010 e além do pastor evangélico, líderes da ADUD, traficantes e o ex-governador Anthony Garotinho também estariam presente.


  Programa que ensina a Bíblia vira febre na Internet


O objetivo dos ataques era um: causar medo na população para impedir a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB) que estava lutando contra o tráfico.

O depoimento registrado na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) – a mesma que recebeu as acusações de estupro contra o religioso- diz que Marcos Pereira era responsável por receber dinheiro dos traficantes para fazer cultos nas favelas.
Pela lógica da reportagem da ÉPOCA, o pastor estava com medo de Cabral acabar com o tráfico e ele ficar sem o dinheiro dos traficantes.

Garotinho, que atualmente é deputado federal pelo PR-RJ, não respondeu se estava nessa reunião quando foi consultado pela publicação da Editora Globo. Mas os ataques de violência realmente aconteceram em 2010, tanto que em seu blog o ex-governador do Rio chegou a chamar a ação de Sérgio Cabral de “farsa”.

“A farsa da pacificação acabou. Agora, salve-se quem puder e que Deus nos proteja”, teria escrito Garotinho sobre os tiroteios e arrastões que aconteceram depois das eleições até que no final de novembro daquele ano se tornou um grande “terror” no estado deixando mais de 30 mortos.

A testemunha que liga o fundador da ADUD a esses acontecimentos é Alex Ramos Mesquista, ex-funcionário de Marcos Pereira. Ele depôs ao Dcod em 2012 em um processo que agora está como ação penal junto à Justiça do Rio de Janeiro.

O coordenador da ONG AfroReggae, José Junior, já fez denúncias parecidas dizendo que o pastor Marcos Pereira estava envolvido com os ataques de bandidos no Rio em 2010. Ele também afirmou que o religioso incentivava motins nos presídios para poder ser chamado para apaziguar as confusões e aparecer na mídia.

Ainda de acordo com essas denúncias, o fundador da ADUD teria ligações fortes com o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, chegando até a visitá-lo na prisão. Essa relação entre eles ficou confirmada quando uma conversa com Luiz Fernando da Costa, Fernandinho Beira-Mar, resultou em um ataque à uma das sedes da ONG AfroReggae.




Deixe seu comentário!