Deputados evangélicos repudiam voto do Brasil contra Israel

Encontro na embaixada serviu para demonstrar apoio de parlamentares ao Estado Judeu


Deputados evangélicos repudiam voto do Brasil contra Israel

Um grupo de parlamentares participou nesta quarta-feira (3), de um almoço na Embaixada de Israel em Brasília. Havia membros das bancadas Evangélica e Católica, bem como da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família. O evento contou com a presença do novo Embaixador de Israel, Yossi Avraham Shelley.

O objetivo declarado do encontro era os deputados demostrarem sua insatisfação e repúdio à posição do governo Temer, que manteve a prática do PT de ficar a favor dos Palestinos em detrimento de Israel.

No último dia 2, o Brasil deu novo voto favorável à resolução da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – que nega a soberania de Israel sobre a cidade de Jerusalém.


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A redação do texto foi apresentada por Argélia, Egito, Líbano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão, todos de maioria islâmica.

Os parlamentares presentes na embaixada, bem como as entidades judaicas, manifestaram seu descontentamento. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) disso que a resolução é mais uma tentativa lastimável e persecutória dos países patrocinadores da resolução e da Unesco de tentar negar os inquebrantáveis laços do povo judeu com Jerusalém.

Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ), que também é pastor evangélico, declarou: “Faço do pronunciamento da Conib, minhas palavras. ‘De fato, esse voto não representa os princípios da nação brasileira e ofende a memória de Osvaldo Aranha e dos heróis do Itamaraty que, arriscando suas carreiras, combateram o Holocausto. É uma página triste de nossa história’ ”.

Já o vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Victório Galli (PSC/MT), anunciou que a reunião foi “para reforçar nosso apoio a Israel”. Acrescentou ainda: “Faremos uma sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem a Israel para demonstrar nossa posição e declararmos repúdio pelo voto dado na UNESCO, que contradiz os relatos históricos sobre a cidade de Jerusalém”.




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