Dilma institui o Dia Nacional da Proclamação do Evangelho

31 de outubro, mesma data do aniversário da Reforma Protestante, foi escolhido.


Dilma institui o Dia Nacional da Proclamação do Evangelho

A atuação dos evangélicos na Câmara dos Deputados é constantemente alvo de questionamentos. De um lado, uma parte da sociedade considera que pelo fato de o Estado ser laico, não deveria haver legislação que defendesse alguma premissa religiosa.

Do outro, parte dos evangélicos acreditam que a postura dos deputados não tem sido suficientemente firme e o atual governo acaba impondo determinadas agendas que conflitam diretamente com o que é defendido pelas igrejas.



Surpreendentemente, a presidente Dilma sancionou uma lei que tramitava desde 2003 no poder legislativo. Apresentada pelo ex-deputado federal Neucimar Fraga, do Espírito Santo, estabelece 31 de outubro como o Dia Nacional da Proclamação do Evangelho.

Tendo sido aprovada na Câmara dos Deputados em 2009, o projeto só chegou ao Senado em 2014, quando foi aprovado. Desde então, esperava a sanção presidencial para entrar em vigor. Sem muito alarde da imprensa, em 12 de janeiro foi publicada no Diário Oficial, como Lei número 13.246.

A escolha da data é para lembrar a Reforma Protestante, que teve início em 31 de outubro de 1517, quando o alemão Martinho Lutero fixou suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg. Questionando as doutrinas da Igreja Católica e o poder papal, resultou no movimento que mudou a história e deu origem aos protestantes, mais comumente chamados de evangélicos no Brasil.



A justificativa original do projeto de lei de Neucimar Fraga, na época filiado ao PFL, dizia: “a fidelidade à mensagem de Jesus sobre o Reino e ao seu amor infinito implica um compromisso ativo na transformação de estruturas injustas. A proclamação do evangelho supõe a promoção da paz e da justiça para criar um mundo novo que reflita o Reino de Deus”.

Obviamente não pode ser esperado que o fato de a presidente ter assinado a lei mude na prática a postura histórica do Parido dos Trabalhadores, que se pauta pela filosofia socialista-marxista, que defende o ateísmo. Em 2009, o então presidente Lula, sancionou uma lei que estabelecia o Dia Nacional da Marcha para Jesus.




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