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“É fundamental ter cristãos no Congresso”, diz ativista cristã

Elisa Robson acredita que política brasileira precisa de um "choque de realidade"


Elisa Robson
Elisa Robson nas manifestações. (Foto: Divulgação)

Não é fácil para uma mulher conciliar o cuidado com a família e as demandas profissionais no dia a dia. Elisa Robson sabe bem disso, mesmo assim ela ainda encontra tempo para ativismo político. Mãe de 3 crianças, professora universitária, jornalista e escritora, ela entende que os valores cristãos são os pilares da nossa sociedade e que os anos de governo petista no país tentaram minar isso.

“A representatividade popular ainda não se fez verdadeiramente presente no Congresso”, avalia. Para Elisa, as eleições desse ano são a melhor oportunidade em décadas de acertar os rumos do país.

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Na internet, ela é uma das responsáveis pela página República de Curitiba, que reúne quase 900 mil seguidores somente no Facebook. Seus vídeos alcançam milhões de pessoas toda semana pelas redes sociais, sendo replicados por diferentes canais.

Recentemente, a jornalista chamou a atenção da mídia nacional por fazer uma campanha pela “demissão da ONU”. Em frente à sede da Organização em Brasília, ela fez um protesto, lembrando que “o Brasil paga à ONU US$ 100 milhões por ano, o que equivale a 12 vezes os investimentos na Polícia Federal”.

Apesar de alguns veículos ridicularizarem a ideia de cortar esse tipo de subsídio, Elisa reclama desse “ponto cego” na percepção do quanto o organismo internacional acaba influenciando o debate político no país. “Na grande maioria das vezes para o lado errado”, garante ela.

“Considero importante monitorar e restringir o que é pautado pela ONU que, hoje, atua essencialmente no campo político e não nos direitos humanos como anuncia. Desde sanções desproporcionais à Israel até à indiferença ao genocídio de cristãos pelo mundo, bem como promovendo fracionamento da sociedade (negros x brancos; homens x mulheres; gays x héteros, etc.)”, lista, destacando que recentemente os advogados de Lula usaram uma declaração de representantes da ONU para tentar libertar o ex-presidente, que cumpre pena de 12 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mas não é apenas contra essa questão que ela milita. No ano passado, ela foi a idealizadora de um movimento que pedia o impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes. Após reunir cerca de dois milhões de assinaturas numa petição on-line, ela protocolou o pedido junto à Presidência do Senado Federal.

Admiradora de Trump e Bolsonaro

Diante da inércia do Congresso em decidir pautas importantes para o país, a jornalista decidiu concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados este ano pelo Distrito Federal.

Elisa diz que não foi uma decisão fácil, mas que não adianta as pessoas reclamarem dos políticos e não se esforçarem para mudar isso. “Os deputados não sabem o que o povo quer”, lamenta a ativista, que falou em alguns dos grandes atos pelo impeachment de Dilma Rousseff na capital federal em 2016.

“Eu decidi entrar para a política por acreditar que o país tem jeito sim. Vejo muito ativista se escondendo atrás do mouse e achando que uma hashtag ou um textão vai mudar as coisas. Eu sou cristã, pró-vida, defendo a família tradicional e não quero que os esquerdistas nos arrastem para o caminho de fome e desespero que trilha a Venezuela com seu socialismo bolivariano”, insiste.

Tendo participado de vários atos em favor da Lava Jato em Brasília, recebeu o apoio do procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa. Caso seja eleita, pretendo tomar a frente na regulamentação do pacote das Novas Medidas Contra Corrupção, já que as “10 Medidas” propostas anteriormente não foram aprovadas. Outra de suas bandeiras é o “Escola Sem Partido”, que considera essencial para impedir a conhecida doutrinação promovida por muitos professores atualmente.

As pautas morais também são defendidas por ela. “A maioria da população é contra o aborto, mesmo assim tem vários projetos de lei tramitando que tentam legalizar o aborto. A deputada Erica Kokay (PT/DF) e o Jean Wyllys (PSOL/RJ) propõem que as crianças possam mudar de sexo mesmo sem autorização dos pais. E esse tipo de projeto ainda vai pra frente na casa? O Congresso precisa é de um choque de realidade”, dispara.

Admiradora de Donald Trump, que considera “um outsider que mostrou ao mundo que não é preciso ser um político profissional para aprumar uma nação”, também é defensora da candidatura de Jair Bolsonaro. “É o único que teve coragem de enfrentar o sistema”, avalia, ressaltando que, caso ele vença, precisará de apoio do Congresso para governar.

“Não basta votar bem para presidente, precisamos de deputados e senadores que sejam ficha limpa e que de fato lutem contra a corrupção e pelo bem comum”, encerra.



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