Eike diz que pagou R$ 1 mi para Crivella desistir de eleição

Prefeito do Rio nega acusação e afirma que não disputou eleição por ser Ministro da Pesca.


Eike diz que pagou R$ 1 mi para Crivella desistir de eleição

Segundo a revista Veja, o empresário Eike Batista, que negocia uma delação premiada com o Ministério Público, pagou para Marcelo Crivella não disputar a prefeitura do Rio em 2012, facilitando a eleição de Eduardo Paes.

Em um dos 17 anexos da proposta de delação, Eike relata que o então governador Sérgio Cabral pediu que o empresário doasse 1 milhão de reais para a campanha de reeleição de Eduardo Paes, o candidato apoiado por ele.

Ainda de acordo com a delação, Paes exigiu que o repasse fosse feito por caixa 2.  O montante seria entregue a Crivella, que desistiria de concorrer ao Executivo municipal naquele ano.

De fato, o então senador não foi candidato, e Paes saiu vitorioso sobre Marcelo Freixo.

No final da tarde, Marcelo Crivella publicou um vídeo nas redes sociais onde nega a informação, dizendo que o motivo pelo qual não disputou o pleito em 2012 é por que estava como ministro da pesca. Classificando as informações de “bobagem”, “infâmia, injúria e calúnia”. Pediu que seus apoiadores se concentrassem em ajudá-lo a tirar o Rio de Janeiro da crise.

Assista a resposta na íntegra abaixo.

Boa tarde, amigos! Hoje me deparo com mais uma dessas notícias sem pé nem cabeça: a acusação de que eu teria recebido dinheiro para não disputar a eleição municipal em 2012, favorecendo Eduardo Paes! Como essas histórias se espalham rápido, gravei um vídeo com toda a verdade!#VejaMENTE

Marcelo Crivella 发布于 2017年9月1日

Lava Jato

Não é a primeira vez que o nome do atual prefeito carioca tem seu nome ventilado em delações premiadas. No ano passado, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, em sua delação apontou o bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus como beneficiário de um esquema na Petrobrás.

O material que chegou ao Ministério Público Federal dá conta que Crivella (PRB) procurou a ex-diretora de Óleo e Gás da Petrobras Graça Foster em 2010 para pedir ajuda financeira.

O dinheiro seria para a campanha dele ao Senado, e Graça encaminhou a questão a Renato Duque. Ficou decidido que João Vaccari, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) na ocasião, acionaria Carlos Cortegoso dono das gráficas Focal e CRLS, as mesmas citadas nas ações do TSE contra a chapa de Dilma e Temer.

Foram impressas 100 mil placas para a campanha de Crivella ao Senado, um gasto estimado em R$ 12 milhões, que teriam sido descontados da propina da Petrobras.

Crivella negou se beneficiar com dinheiro de caixa dois da Petrobras e afirma nunca ter tido  envolvimento com Duque e Cortegoso.




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