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Eleitores contrários ao PT veem o partido como “o mais corrupto”

Levantamento feito durante as manifestações de domingo oferece um raio-X da rejeição a Haddad


Ato PT Nunca Mais
Ato na avenida Paulista, região central de São Paulo, no domingo (21) (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Uma pesquisa realizada pela USP junto aos manifestantes que participaram do ato contra o PT, no último domingo (21), na Avenida Paulista, em São Paulo, aponta que 60% veem o partido como “o mais corrupto”; 18% afirma que a sigla “apoia ditaduras”; 14% acredita que “afundou a economia” e 5% o responsabiliza pela distribuição do “kit gay” nas escolas.

Coordenado pelos pesquisadores do Monitor Digital, da USP (Universidade de São Paulo), e do Núcleo de Etnografia Urbana, da Fesp-SP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), o estudo procura traçar um perfil dos manifestantes.

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Questionados sobre seu posicionamento político, 74% se definiram como “muito conservador” e 68% deles tomaram parte em manifestações pedindo o impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Outro aspecto observado é a falta de credibilidade da chamada “grande imprensa”. Os sites de notícia “alternativos” tiveram um índice de confiança superior ao dos grandes meios.

Diante da apresentação dos nomes dos mais acessado no país, 93% dizem não confiar na “Folha de S. Paulo”; 90% não confiam na Globo; 82% não acreditam na Veja.

Brasil, terra de Deus

Ao serem indagados como avaliam a figura de Jair Bolsonaro (PSL), ficou evidenciado que embora o candidato não seja visto como “a solução para todos os problemas”, seu discurso atrai pela “defesa da família tradicional”, sendo visto como o representante do “novo”, o início de um processo mais amplo de mudança no país.

Ao mesmo tempo, para os entrevistados, o PT é visto como uma ameaça à Constituição Federal e à democracia.

Chama a atenção que estavam visíveis em diferentes carros de som e com participantes a bandeira do estado de Israel. Para alguns entrevistados, Israel é apontada como a “nação escolhida por Deus” e o Brasil poderia se tornar também a “terra de Deus” a partir dessa aproximação.

Bolsonaro já disse que, caso eleito, reconhecerá Jerusalém como capital de Israel e aponta o país como um ‘modelo’. Também prometeu buscar tecnologia israelense para combater a seca no Nordeste do país, uma vez que as condições climáticas se assemelham.



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