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Empresa aérea da Inglaterra irá seguir a sharia, a lei religiosa islâmica

Firnas Airways não serve álcool e orações são transmitidas pelos autofalantes da aeronave


Firnas Airways
Firnas Airways. (Foto: BBC)

Já existem três companhias que declaram seguir a sharia, a lei religiosa islâmica: Saudia (Arábia Saudita), IranAir (Irã) e Rayani Air (Malásia). Todas sediadas em países onde quase toda a população é muçulmana, o que justificaria a decisão.

Mas agora surge a primeira empresa aérea europeia que não serve álcool, as refeições seguem as regras alimentares islâmicas, as aeromoças usam véu e seguem um código de “vestimenta modesta”. Além disso, nos horários pré-determinados, orações são transmitidas pelos autofalantes da aeronave.

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O empresário Kazi Shafiqur Rahman, 32 anos, lançou recentemente a Firnas Airways, que por enquanto faz voos apenas dentro do Reino Unido, mas espera iniciar a operação para destinos no Oriente Médio em breve.

Seu primeiro avião, um Jetstream de 19 lugares parece um início modesto, mas já é o suficiente para que o Canal 4, da rede estatal BBC, tenha produzido um documentário sobre a Firnas, chamado “Como começar uma empresa aérea”, transmitido esta semana no Reino Unido.

Logo no início do documentário, Rahman conta que emigrou de Bangladesh para a Inglaterra em 1997, quando tinha 11 anos. Seguidor do islã, relata que viu a comunidade religiosa crescer no país.

Sua família era muito pobre e seu primeiro emprego foi limpando banheiros no aeroporto de Londres, onde “se apaixonou” pela aviação. O primeiro negócio que montou era a venda de perfumes Sunnamusk, que em pouco tempo alcançou um sucesso razoável.

Agora que conseguiu estabilidade financeira, decidiu investir em sua paixão. Escolheu o nome da empresa em homenagem a Abbas Ibn Firnas, um inventor islâmico que tentou experimentar a sensação de voar. Haveria relatos que ele percorreu um trecho sobre os campos de Ronda, na Espanha, usando uma asa afixada a seu corpo. O feito teria ocorrido no ano 875.

“Os muçulmanos viajam. Se pudermos incorporar uma cultura religiosa, será uma mudança no jogo”, acredita Rahman. O empresário espera que outras empresas sigam o seu exemplo e passem a incorporar a sharia em sua identidade. Com informações Daily Mail



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