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Empresas de pornografia estão mirando mercado de videogames

"Os pais precisam entender como a indústria de jogos e pornografia estão intrinsecamente ligados", afirma terapeuta familiar.


Adolescente jogando videogames
Adolescente jogando videogame. (Foto: Divulgação)

A indústria da pornografia está concentrando seus esforços em duas áreas – jogos online e realidade virtual. Cerca de cinco anos atrás, o número de games contendo cenas pornográficas era mínimo, segundo Ben Miller, coordenador de estratégias digitais do Centro Nacional de Exploração Sexual (NCOSE). Contudo, a organização norte-americana detectou um rápido crescimento desse tipo de situação.

No ano passado, um popular site de videogames hospedava 780 jogos com nudez. Este ano, o mesmo site já conta com mais de 1.600 desses jogos.

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Outro aspecto que chamou a atenção de Miller é que uma das maiores empresas de produção pornográfica do mundo deu início à sua própria plataforma de distribuição de jogos online. O NCOSE identificou que o tráfego do site desse provedor já está entre os 500 principais sites do mundo.

“Os jogos pornôs não mostram apenas sexo e nudez. Eles são muito mais gráficos”, disse o especialista em um comunicado à imprensa. “Alguns desses jogos promovem assédio sexual. Apesar de serem desenhos animados, o conteúdo gráfico desses jogos está longe de ser inofensivo. A pornografia animada estimula o vício sexual e causa o mesmo tipo de má influência que a pornografia comum”.

A estratégia inicial é distribuir jogos gratuitos. Apenas o acesso a certas fases e funcionalidades seria pago, o que pode facilitar o acesso de menores de idade a esse tipo de conteúdo. Os pais precisam estar cientes do impacto que um jogo com conteúdo pornográfico pode ter sobre seus filhos.

“Os pais precisam entender como a indústria de jogos e pornografia estão intrinsecamente ligados”, disse Jill Manning, terapeuta de casamento e família. “Um número cada vez maior de jogos tem pornografia embutida. Isso pode estar afetando um índice muito maior do que se pensa de jovens consumidores de conteúdo que só deveria ser visto por adultos”.

Esse problema tende a crescer com a popularização de jogos criados para o ambiente de realidade virtual. A revista Fortune assegurou recentemente que, até 2025, “o conteúdo de realidade virtual para adultos será um negócio de US $ 1 bilhão, o terceiro maior setor logo atrás dos videogames e conteúdo esportivo”, afirmou Travis Jakel, analista da Piper Jaffray.

Todd Glider, CEO da empresa de entretenimento adulto BaDoink, explica: “A pornografia em Realidade Virtual terá maior efeito na geração atual, que cresceu em um mundo onde o acesso ao conteúdo adulto está a apenas um clique do mouse”. Com informações CBN

 



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