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Estado Islâmico ameaça igrejas e festas de fim de ano

“Continuaremos lutando até governarmos o mundo inteiro pela Sharia”, afirmam jihadistas


Papa na Mira
Papa na Mira

O grupo terrorista Estado islâmico (EI) não possui mais um território, que eles chamavam de califado. Após sua derrota na Síria e no Iraque, os jihadistas se dispersaram para várias partes do mundo. Mas seu ideal religioso continua vivo.

Esta semana eles publicaram pelo menos três vídeos diferentes, mostrando atividades no Kurdistão e no Paquistão. Mas foi o material gravado na Somália que chamou mais atenção. Trata-se do primeiro vídeo mostrando que eles possuem lutadores naquela nação, onde até agora só contavam com grupos afiliados, como o Al-Shabab.

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Durante quase oito minutos e meio, os militantes do Estado Islâmico fazem uma série de ameaças e estabelecem seus alvos. Primeiramente, as festas de celebração do ano novo, que segundo eles serão comemoradas por “infiéis bêbados”.

“Esta mensagem é para os irmãos que vivem entre os infiéis. Você não sente a dor dos irmãos muçulmanos no Iraque, Síria, Iêmen, Somália, Mianmar e Palestina? O profeta Maomé disse: ‘O infiel e seu assassino nunca se juntarão no inferno’. Isso significa que matar um infiel é sua passagem para fora do inferno”, afirma um homem não identificado, usando uma máscara sobre o rosto e segurando um rifle de assalto Kalashnikov.

“Saibam disso, o Estado islâmico veio para ficar. Nós vamos continuar lutando até que governemos o mundo inteiro pela sharia, sob essa bandeira negra de ilaha illa Allah [Não há deus além de Allah]. Iremos desde Washington até Moscou, da Europa para a China, e não há nada que possa nos impedir”, acrescentou outro homem com o rosto coberto, que passa a citar versos do Alcorão.

Chama atenção na sequência de imagens o outro alvo preferencial. Tomadas aéreas de uma igreja, bem como miras de armas enquadrando o rosto de líderes como o papa Francisco e o cardeal Timothy Dolan, de Nova York. A narração ouvida neste trecho ordena que os membros de sua rede de apoio global “caçasse o clero cristão”. A voz instruiu que os simpatizantes do EI “ataquem suas igrejas no Oriente e no Ocidente”. Em seguida, cenas de atentados recentes na cidade de Nova York, onde um imigrante afegão tentou detonar, sem sucesso, uma bomba na estação de ônibus mais movimentada da cidade.

O vídeo foi retirado do Youtube, mas está sendo divulgado como um alerta por sites como o MEMRI, que monitora atividades terroristas na internet.

A sua religião é a jihad

A presença consolidada de soldados do EI em outro país no norte da África comprova a previsão dos especialistas que esta seria a nova “base” dos jihadistas, que pode crescer em número por ser muito fácil recrutar homens nessas nações empobrecidas. A partir delas também fica fácil enviar jihadistas em meio aos grupos de refugiados que diariamente partem para a Europa.

A parte final do vídeo mostra um homem que se identifica como Abu Al-Zubayr Al-Habashi. Ele lança um desafio aos muçulmanos de todo o mundo: “Onde você está? Você quer ficar junto com as mulheres e as crianças? Você quer permanecer junto com os hipócritas que não estão envolvidos na jihad? Você não teme a ira de Allah? O que você fez com sua religião? Enquanto eles lutam contra sua religião e queimam o Alcorão, você ainda está sentado sem fazer nada. Vocês que não estão envolvidos na Jihad. […] Retornem à sua religião. A sua religião é a jihad […] Apoiar a religião nestes tempos não é algo que pode ser feito sem carregarmos armas e derramarmos sangue”.

Embora muito do que o EI divulgue seja apenas parte de sua estratégia de “terror psicológico” e não se concretizem, as ameaças são reais. Nas últimas semanas, o FBI frustrou um atentado no famoso Pier 39 de San Francisco;  o serviço secreto russo prendeu terroristas que planejavam explodir a Catedral de Kazan, em São Petersburgo; e o MI5 impediu um atentado contra a primeira-ministra da Inglaterra. Nos três casos, os presos declararam estarem seguindo as ordens do Estado Islâmico. Com informações News Week




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