EUA acreditam em acordo de paz após mudança de embaixada para Jerusalém

Gabinete de Trump ignora ameaças de países árabes


Mike Pompeo e Benjamin Netanyahu
Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo (esquerda) é recebido por Benjamin Netanyahu. (Foto: Thomas Coex, AFP via AP)

Algumas das principais figuras do gabinete de Donald Trump afirmaram neste domingo (13), que acreditam ser possível um acordo de paz entre israelenses e palestinos após a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém.

Apesar das ameaças de países árabes, que prometem manifestação contrárias à mudança, o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, disseram ter convicção que a paz será “mais fácil” depois do dia 15 de maio.

Nesta segunda (14), comemora-se o 70º aniversário da criação de Israel, em 1948. A data de inauguração da embaixada foi escolhida para coincidir com essa data histórica.

Falando à Fox News, Pompeo declarou: “Certamente o processo de paz não está morto. Estamos trabalhando duro… e esperamos encontrar uma saída favorável”, acrescentou.

Segundo Bolton, a decisão de Trump sobre o status da cidade “É um reconhecimento da realidade”, e “reconhecer a realidade sempre melhora as probabilidades de se [alcançar] a paz”.

O embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, também acredita que há esperança de paz na região. Ciente da insatisfação dos palestinos, assegurou que “os ânimos mudarão com o tempo, pois eles verão que os Estados Unidos seguem estendendo a mão visando à paz, e as pessoas precisam focar no que é importante, na qualidade de vida, em mais infraestrutura e segurança e em melhores hospitais”.

A Autoridade Palestina classificou a decisão dos Estados Unidos de transferir sua embaixada como “uma provocação a todos os árabes”.

Atuando junto a organismos internacionais, disse que não aceitará o plano de paz americano, que não prevê a divisão de Jerusalém entre israelenses e palestinos.





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