Evangélico, ator que vive Roni em Avenida Brasil torce para que personagem seja gay

Filho de pastor da Assembleia de Deus, Daniel Rocha diz não confundir sua fé com a profissão.


Evangélico, ator torce para que seu personagem seja gay

Aos 21 anos, Daniel Rocha, o Roni de “Avenida Brasil”, estreou na rede Globo vivendo um papel controverso. A novela de João Emanuel Carneiro mostra que embora esteja casado com Suelen (Isis Valverde), não consegue esconder o ciúme ao ver seu amigo e colega de time Leandro (Thiago Martins) com Beverly (Luana Martau).



Essa sexualidade dúbia parece agradar o ator. “Eu não sei o que o João Emanuel pretende fazer. Mas, para mim, como ator, é bem mais interessante que Roni fique com Leandro. E se rolar o beijo gay, faço, por que não? Sem problemas. Sou ator”, explica.

O argumento pode parecer estranho para alguém que diz ter sido criado na igreja evangélica. Seu pai é pastor da Assembleia de Deus, mas para ele fé e profissão não se misturam: “Creio numa coisa, tenho fé nisso, mas não misturo com a profissão. Tenho cabeça aberta. O que tiver que fazer, eu faço”, ressalta.


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Para ele isso é um desafio. “Acho interessante o ator trabalhar assim, sem saber se é ou não é. Porque o ser humano não é uma coisa só. Você nunca é aquilo, é muito mais”, acredita.



Curiosamente, na trama o jogador de futebol vivido por ele é filho de Soninha Catatau, uma ex-atriz pornô que hoje é evangélica.

Ele começou no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), grupo experimental de São Paulo, comandado por Antunes Filho. Mas algum tempo atrás ele quase largou tudo e foi para a Austrália, onde pretendia cursar Gastronomia e se aperfeiçoar nas artes cênicas.



Com o convite para a novela decidiu ficar no país.  Conta ainda que embora goste de sair à noite, não bebe e não fuma. Praticou boxe dos 13 aos 17 anos. Daniel estudou violino por dez anos, por influência do pai.

“Fui criado na igreja, meu pai sempre gostou de que eu e meu irmão (Thiago, de 24 anos) fizéssemos atividades culturais. Eu tinha 5 anos, doido para ir ao McDonald’s, e era levado para a Sala São Paulo para assistir a concertos. Vi alguém tocando violino e gostei. Meu irmão toca sax”.

Nascido no Rio e criado em São Paulo, ele explica que após a novela terminar, em outubro, pretende retornar às raízes teatrais. Mas quer continuar TV, de preferência, emendando um personagem no outro.

Com informações O Globo




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